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Saúde

Seminário em Passo Fundo chama atenção para doença falciforme

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A conscientização sobre a doença falciforme foi tema de seminário realizado ontem (19) na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). A atividade foi promovida pela Associação das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo (PLPs).

 

A doença falciforme afeta a hemoglobina, que é a responsável por levar o oxigênio dos pulmões para todo o corpo através da corrente sanguínea, para que todos os órgãos funcionem normalmente. O paciente afetado pode apresentar alterações clínicas como anemia hemolítica, crises de dor, insuficiência renal progressiva, acidente vascular cerebral e maior susceptibilidade a infecções. Podem ocorrer também alterações no desenvolvimento neurológico. A doença falciforme não tem cura, mas precisa de acompanhamento que é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Em entrevista à Uirapuru, a conselheira nacional da Saúde, Conceição Silva, explicou que o Brasil tem uma população afrodescendente muito forte. As pessoas negras e pardas tem maior probabilidade genética de ter a doença, que pode ser identificada inicialmente no Teste do Pezinho.

 

Conforme o Ministério da Saúde, o ideal é que o tratamento seja iniciado antes dos quatro meses de vida para a prevenção das infecções e outras complicações que podem levar à morte da criança.

 

Conceição salientou que os índices de mortalidade e de adoecimento são grandes. Disse que o seminário é importante porque a população afrodescendente na cidade é bem significativa. Mas ressaltou que em razão da população brasileira ser bastante miscigenada, pessoas que se declaram brancas podem ter a doença porque ela é genética.