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Agronegócios

Com aumento incessante da carne, açougues estão mudando a tática de venda para não perder clientes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Com aumento incessante da carne, açougues estão mudando a tática de venda para não perder clientes
Com aumento incessante da carne, açougues estão mudando a tática de venda para não perder clientes

Em junho deste ano a Uirapuru fez uma análise com empresários do setor sobre o que esperar do preço da carne para os próximos meses. Na ocasião, de forma assertiva, foi apontado que o preço da carne não iria baixar neste ano, e de fato é isso que estamos vendo. No entanto, essa alta no preço e a crise geral mudaram a forma como o consumidor compra a carne.

Muitas pessoas tem optando pela compra de carnes embaladas, e deixando de lado a carne fresca do açougue. Além disso, muitos tem migrado para os cortes mais em conta e também para as miudezas como pézinho e sambiquira de galinha que custam hoje cerca de R$ 9,90 o quilo, o que antes era vendido por R$ 4,99.

Conforme o empresário do ramo frigorífico da região, Fernando Todeschini, alguns açougues e mercados estão com dificuldade em relação ao preço da carne, pois não conseguem repassar ao cliente toda a alta do preço. Portanto, acabam optando em parar com o açougue de carnes frescas e passam a trabalhar com carnes congeladas e embaladas, que tem uma validade maior. Outros passam a trabalhar com cortes diferentes e mais baratos. Porém, mesmo com valores em baixa, pessoas com poder aquisitivo menor não conseguem comprar a proteína.

Conforme Todeschini, o consumo de carne é o menor em 25 anos. Em 1996, cada brasileiro consumia 42.8 quilos de carne vermelha por ano. Em 2021 o consumo de carne caiu. Os brasileiros passaram a consumir 19 quilos da proteína por ano. O empresário explica que essa queda é reflexo do aumento excessivo da carne vermelha. Ainda segundo ele, se a proteína animal não baixar, a carne também não irá baixar. E esse reflexo é para todas as qualidades de carnes: bovina, suína e de franco.