Alta no preço dos alimentos e menor fluxo de clientes preocupam setor de restaurantes
Desde o início da pandemia, restaurantes e outros setores, como hotéis e bares, estão entre os mais impactados na economia. Após meses de restrições e queda de público, empresários do setor tentam retomar parte do prejuízo, mas já de olho em uma nova situação que preocupa: a alta no custo dos alimentos.
Para se ter uma ideia, o famoso “prato feito” subiu praticamente o triplo da inflação em apenas um ano, tendo arroz, frango inteiro, tomate, carne bovina, alface, ovos e feijão-preto entre os alimentos com maior alta no preço. Estes custos elevados afetam não só os clientes, mas também os donos de restaurantes, que, além de enfrentar um custo maior na produção, precisam encarar o fluxo menor de clientes. Mas o que está causando essa situação?
Em entrevista na Uirapuru, o empresário Ivo Carlos Luft, conhecido como Chico, do Restaurante Requinte, explicou que, devido aos dias muito frios que atingiram os municípios há pouco tempo, produtores tiveram muitas perdas, fazendo com que verduras e hortifrútis granjeiros dobrassem de preço.
Segundo Chico, a alta foi tanta que alguns produtos até foram retirados do buffet, porque ficaram inviáveis. Além disso, o preço da carne bovina também subiu muito e, de quebra, causou aumento também no frango e no peixe.
O empresário nota que está ficando inviável manter o preço atual nos restaurantes, porque tudo sobe muito e rapidamente, fazendo com que as despesas aumentem, enquanto o movimento baixa em todo o setor.
A saída para essa difícil situação, segundo Chico, é a tele-entrega. De acordo com ele, a pandemia causou mudança no hábito dos clientes, que preferem comer mais em casa e evitam sair, mesmo que os restaurantes ofereçam condições contra o vírus.