Skip to content

Polêmica

Sem Segredo: chamar alguém por sua cor é racismo dependendo da forma como a palavra foi usada

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
O Sem Segredo começa às 9h30min com apresentação de Luciano Azevedo.
O Sem Segredo começa às 9h30min com apresentação de Luciano Azevedo.

A composição étnica e racial da sociedade brasileira é resultado de uma mistura que ocorre há 500 anos.  O país tem forte ligação histórica com imigrantes, até os dias de hoje.  Muitas regiões foram construídas somente com a chegada dos imigrantes, que mais tarde foram se relacionando com outros e assim ando origem ás mais diferentes variações de etnias. No entanto, muito antes da chegada destes povos, vindos de outros países, o Brasil já tinha o povo indígena. Para os indígenas, por exemplo, “homem branco” são todas a pessoas das mais diferentes origens e culturas.  Pessoas que os índios não veem como semelhantes, seja por não possuírem uma história comum ou por não terem as mesmas tradições culturais dessas populações.

Mas quando alguém é chamado de índio, branco ou negro, isso o identifica ou aumenta a discriminação? Essa foi a pergunta do Sem Segredo do último sábado (21).  Participaram do programa o Júlio César Fonseca Carvalho, que foi Coordenador da Igualdade Racial da Prefeitura e vice-presidente do Centro de Apoio e Desenvolvimento do Negro.  Também participou a jornalista Vanessa Lazaretti, especialista em Ciências Sociais e Mestre em Ciências Políticas.  O programa foi apresentado por Luciano Azevedo.

Para Vanessa chamar alguém de índio, branco ou negro é racismo de acordo com o que se quer dizer.  A construção social que se tem hoje coloca a raça branca como a superior e as demais são inferiores.  Ao mesmo tempo que denomina uma raça, a forma que ela é usada, o contexto, pode sim ser uma maneira de expressar racismo.

 

Para Júlio César Fonseca Carvalho de fato o contexto depende para se chegar a uma conclusão.  Ele disse ver chamar alguém de negro ou índio mais como uma forma de identificação do que preconceito.  No entanto, há que se tomar muito cuidado como essa palavra é colocada.

 

Os ouvintes participaram também do programa dando sua opinião e relatos pessoais.  Para os ouvintes é preciso chamar a pessoa pelo nome e não por alguma característica como cor de pele, cabelo ou algo neste sentido.  Um dos ouvintes que relatou viajar por todo o país à trabalho avaliou que o Rio Grande do Sul infelizmente é um dos estados com mais demonstrações de racismo.