Agrônomo diz que proposta de flexibilização dos agrotóxicos é positiva para a sociedade
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto de lei que trata do registro, fiscalização e controle dos agrotóxicos no país, aprovou nesta semana o parecer do relator que flexibiliza o uso de agrotóxicos. Foram 18 votos a favor e 9 contrários.
Chamado de PL do Agrotóxico por deputados da oposição e ativistas, o projeto prevê a alteração do nome “agrotóxicos” para “pesticidas”, o que deve facilitar o registro de produtos cujas fórmulas, em alguns casos, são compostas por substâncias consideradas cancerígenas pelos órgãos reguladores.
Em mais uma sessão tumultuada, parlamentares ambientalistas e ruralistas divergiram na apreciação da proposta. Sem sucesso, deputados da oposição tentaram adiar novamente a votação do relatório. Na semana passada, a sessão foi interrompida por uma suspeita de bomba na comissão.
Em entrevista na Rádio Uirapuru, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Passo Fundo, Hilário Thevenet Filho, falou sobre a PL. Para o agrônomo, a proposta é positiva não somente para os agricultores, mas também para a sociedade.
Thevenet explicou que o texto não significa que no Brasil terá a liberação de utilização de produtos que em outros países são proibidos. O engenheiro disse ainda que atualmente no exterior existem moléculas menos tóxicas das que hoje são utilizadas.
Outro ponto positivo, na opinião do agrônomo, é a redução do tempo de registro de produtos, que atualmente demoram 10 anos para ocorrer no Brasil e com a nova PL esse tempo será reduzido para dois anos. Após concluída a votação na comissão, o projeto ainda tem que ser apreciado pelo plenário da Câmara.