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Economia

“Não existe reforma tributária, mas intenção de aumentar arrecadação”, diz deputado Jerônimo Goergen

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) foi designado relator do Projeto de Lei 2541/2021, de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB).

A proposta tramita na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados e prorroga a desoneração da folha de pagamento até o final de 2026, permitindo a substituição da Contribuição Previdenciária pela Contribuição sobre a Receita Bruta (CPRB). Sem essa prorrogação, a desoneração é válida somente até 31 de dezembro de 2021.

A proposta também prevê a elevação de um ponto percentual da alíquota da Cofins-Importação, como o objetivo de conferir paridade na oneração entre produtos importados e nacionais. De acordo com o deputado federal Jerônimo Goergen (PP), em entrevista na Uirapuru, mesmo desonerada a folha salarial já é pesada, no entanto se voltar a onerar a dificuldade para manter empregos e gerar novos, será ainda maior.

O deputado defende que o Estado precisa ficar menor e encontrar o caminho da atividade econômica plena. O prazo dessa última etapa para prorrogar a desoneração da folha é dezembro, porém o governo não se manifestou ainda sobre a possibilidade de manutenção. Na semana passada, o deputado se reuniu com 17 setores, que são os mais afetados, para que se monte uma estratégia de mobilização para aprovar a prorrogação de desoneração da folha. Após aprovação na câmara, o projeto ainda precisa passar pela CCJ e pelo Senado, portanto o prazo é apertado.

O deputado pede que os empresários do Brasil se mobilizem, pois caso volte a ser onerada a folha de pagamento, fica mais caro para o empresário pagar o Estado do que pagar o salário do trabalhador no país. O deputado federal Jerônimo Goerger (PP) explica que a reforma tributária, tão aguardada pelo setor empresarial do Brasil, não deve acontecer. Os projetos em tramitação são muito ruins e morrem na discussão. Conforme o parlamentar, o governo só quer aumentar a arrecadação e não beneficiar o setor produtivo. As propostas de reforma que tramitam na casa são de deputados e não do governo.