Projeto insere no mercado de trabalho alunos da rede estadual com deficiência
Hoje a maioria das empresas tem muita dificuldade para preencher as suas vagas para Pessoas Com Deficiência (PCDs), conforme determina a legislação. Esse problema já foi apontado pela agência do Sine de Passo Fundo.
A Lei de Cotas estabelece a obrigatoriedade de que empresas com 100 ou mais empregados preencham uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência. A porcentagem varia de acordo com a quantidade geral de funcionários, com o mínimo de 2% e o máximo de 5% (para organizações a partir de mil colaboradores). Mas, independente da obrigatoriedade, este processo de inclusão tem uma série de impactos tanto do ponto de vista social quanto econômico.
Para as pessoas com deficiência, a atuação nas empresas significa uma forma de exercer uma atividade laboral remunerada de maneira digna. É o caminho para a independência e a construção de uma autoestima mais saudável. Indo ao encontro dessa demanda, o Instituto Estadual de Educação Cecy Leite Costa possui um projeto de primeiro emprego para alunos com deficiência que fazem parte da rede estadual.
A professora Sinara Librelotto Busatto conta que o projeto foi iniciado com estudantes que se formavam no instituto, mas logo foi expandido para alunos de outras escolas. Já foram inseridos no mercado de trabalho 15 pessoas.
Hoje quem tiver o interesse de participar pode entrar em contado com a Sala de Recursos do Cecy ou com o Colégio Protásio Alves. Menores de 18 anos serão encaminhados para o programa Menor Aprendiz e maiores para uma vaga com carteira de trabalho. Eles serão treinados e acompanhados pela Sala de Recursos.
A professora Sinara disse que há vagas disponíveis em Passo Fundo, mas a colocação também vai depender das habilidades de cada um e do comprometimento com a deficiência. Salientou que é um projeto pioneiro que busca espaço para pessoas que por muito tempo estiveram excluídas da sociedade.