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Beto Albuquerque avalia como vitória parcial suspensão da prova de vida do INSS pelo Senado

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Beto Albuquerque avalia como vitória parcial suspensão da prova de vida do INSS pelo Senado
Beto Albuquerque avalia como vitória parcial suspensão da prova de vida do INSS pelo Senado

O Senado aprovou nesta semana o projeto de lei que suspende até 31 de dezembro de 2021 a prova de vida dos beneficiários da Previdência Social. Por lei, a comprovação é necessária ser realizada anualmente para evitar fraudes no pagamento dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O texto segue para sanção presidencial.

Para justificar a suspensão, os parlamentares entenderam que, excepcionalmente, a prova de vida deve ser adiada para evitar a contaminação pela covid-19 em agências bancárias e da Previdência Social.

Em julho, a medida também foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor, a aprovação do projeto pelo Senado precisa ser sancionado pela Presidência da República. De acordo com o ex-deputado e vice-presidente do PSB, Beto Albuquerque, essa medida é uma vitória parcial diante da inexplicável exigência do INSS para que aposentados façam a prova de vida em meio a pandemia. No entanto, o político defende que a prova de vida seja suspensa de forma definitiva.

Beto perdeu recentemente o pai e a mãe para a covid-19 e atribui à prova de vida do INSS a contaminação e falecimento dos pais. O político considera um absurdo, desrespeito, desconsideração e uma humilhação exigir que idosos tenham que comprovar que estão vivos. Beto reitera que não há necessidade de fazer o idoso ir todos os anos em uma agência bancária ou tendo que dar procuração para alguém ir por ele. Ele lembra que a maioria dos aposentados possuem problemas de saúde como Parkinson, AVC ou acamados por outras patologias.

O político destaca que o PSB entrou com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a prova de vida seja suspensa definitivamente. Beto defende que os órgão brasileiros funcionam muito bem e sempre que um  idoso morre, a aposentadoria é bloqueada quase que automaticamente. Além disso, na opinião do vice-presidente do PSB a grande maioria dos idosos são honestos e se existem fraudes, quem tem que fiscalizar é a Polícia Federal ou o INSS, não o beneficiário.