Caso Elsa Dipp: um ano após o crime, quatro estão presos e três em liberdade
Nesta quinta-feira (12), completa um ano do trágico latrocínio que vitimou a aposentada Elsa Dipp do Santos, com 76 anos. Na ocasião a idosa atendeu a dois homens que chegaram na porta de sua casa, localizada na Avenida Sete de Setembro, Vera Cruz, pedindo sobre uma residência que ela teria pra alugar. Os homens entraram na casa e a estrangularam com um fio de luz, roubando depois alguns objetos e o carro. No decorrer da investigação um homem foi preso por receptação do veículo e outro foi detido depois por suposto envolvimento no crime, sendo apontado como aquele que entregou o veículo.
O crime de latrocínio revoltou a comunidade, ainda mais por envolver uma mulher idosa como vítima. Um criminoso foi preso pela Brigada Militar e tem diversas passagens pela polícia, sendo considerado de alta periculosidade.
Em entrevista a Reportagem Policial da Rádio Uirapuru, o Advogado Criminalista José Paulo Schneider, representante da família da vítima, destacou que ainda permanecem quatro pessoas presas e três em liberdade, sob investigação.
O Advogado relata que já houve duas audiências, sendo ate este momento ouvidas as partes acusadas e testemunhas. O processo está em fase de finalização, apurando vários fatos criminosos, sendo associação criminosa (quadrilha), latrocínio e estelionato, envolvendo todos os sete participantes do crime.
Nesta quarta-feira (11 de Agosto de 2021), aconteceu a segunda audiência, onde foram realizadas a oitivas de defesa e acusação, inclusive a oitiva de um réu. As provas produzidas pela Draco apontam imagens da câmera de monitoramentos da residência, as roupas utilizadas pelos acusados, inclusive molhadas devido a chuva que ocorreu na noite do crime. Outra audiência foi marcada para o dia 1° de Setembro.
O advogado relata ainda que os réus tentam negar o óbvio, tentar negar as câmeras, as imagens. “A prova é robusta, os réus tentam negar as câmeras, as imagens, eles tentam ir contra o que as imagens dizem, mas temos certeza que a justiça vai ser aplicada com uma punição severa, com uma punição pra mostrar e fazer o caso de exemplo, porque parou o estado”. Diz José Paulo Schneider.
A prisão dos acusados:
Na manhã da segunda-feira, 05/10/20, a Polícia Civil, através da DRACO, coordenada pelo Delegado Diogo Ferreira, deflagrou a OPERAÇÃO COVARDES, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em Passo Fundo. Ação policial é decorrente de investigação do crime que deixou professora morta na Vera Cruz.
A operação é decorrente do latrocínio ocorrido dia 12 de agosto, no bairro Vera Cruz, em Passo Fundo. Na ocasião, dois indivíduos mataram a vítima idosa para subtrair seu veículo, um Renault Clio de cor cinza; eletrodomésticos; tv’s e objetos pessoais.
Com o início das investigações, entretanto, fatos novos trouxeram a tona um esquema de abusos e crimes cometidos em família contra a vítima idosa. A professora morta na Vera Cruz, uma senhora aposentada de 79 anos, vivia sozinha e precisava de ajuda com os afazeres domésticos. Uma antiga conhecida aproximou-se da vítima com o pretexto de auxiliá-la, praticamente trabalhando como cuidadora da idosa e com isso teve acesso à sua residência.
Em dado momento, essa “cuidadora” tratou-se de trazer seu companheiro para fazer pequenos reparos na residência da vítima e, juntos, passaram a cometer pequenos furtos contra a idosa.
No início do mês de agosto, subtraíram o cartão da conta bancária da vítima e com ele efetuaram uma série de saques indevidos em sua conta corrente. O responsável por esses saques era o companheiro da filha da “cuidadora”, que inclusive restou preso ao tentar se livrar do carro da vitima após sua morte. Quando as economias da vítima acabaram devido aos saques indevidos, a filha da suposta “cuidadora”, seu companheiro e uma amiga ainda utilizaram o cartão da vítima para fazer compras no comércio local. Os prejuízos dessa ação ultrapassaram os R$ 8.000,00.
Essa sequência de crimes cometidos pela “cuidadora”; seu companheiro; sua filha e seu genro teve fim na noite em que, mais uma vez o genro da “cuidadora” em companhia de outro indivíduo até o momento não identificado, retornou à casa da vítima em uma noite chuvosa com o fim de roubá-la novamente. Dessa vez com emprego de violência, os dois indivíduos terminaram por matar a idosa asfixiada com um travesseiro, para lograrem êxito em sua ação criminosa.
As investigações para identificar o segundo autor desse terrível crime seguem em andamento.
A investigação verificou que sete pessoas estavam envolvidas na associação criminosa, dois executores do latrocínio (dois homens, 1 preso em flagrante no dia do crime e outro ainda não identificado), dois mentores intelectuais (homem e mulher – presos nesta manhã) e mais indivíduos (2 mulheres e 1 homem) que auxiliaram nos crimes.