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Lira leva para Plenário PEC do voto impresso que foi derrotada em comissão

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) decidiu levar ao plenário a proposta de emenda constitucional que torna obrigatório o voto impresso será tomada pelo Plenário da Casa, mesmo depois de a proposição ter sido rejeitada na Comissão Especial que tratou do assunto na semana passada. Por regra da Câmara, uma proposição rejeitada em comissão, não precisa ser levada ao plenário. No entanto, Lira disse que, a proposta é polêmica e tem dividido o País, e, por essa razão, é preciso da análise dos 513 deputados para uma definição. Para ele, “a disputa já foi longe demais”.

O presidente já havia explicado que, pelo Regimento Interno, as comissões especiais têm caráter opinativo e não terminativo e, portanto, o relatório é apenas uma sugestão a ser analisada pelo Plenário.

“Não há nada mais amplo e representativo do que o Plenário se manifestar, só assim teremos uma decisão inquestionável. O Plenário é a expressão da nossa democracia e vamos deixá-lo decidir”, afirmou.

Segundo Lira, a decisão de levar a PEC do voto impresso para o Plenário da Câmara  garante a tranquilidade para as próximas eleições. “Para que possamos trabalhar em paz até janeiro de 2023, vamos levar o voto impresso para o Plenário para que todos os parlamentares possam decidir, estes que foram eleitos pelo voto eletrônico, diga-se de passagem”, disse.

Lira disse para não contar com sua participação em qualquer tipo de ação que rompa com a independência e harmonia entre os poderes. Ele reafirmou que vai continuar no caminho da institucionalidade e da defesa da democracia.

Na sexta-feira, a comissão especial analisou outro parecer, o do deputado Raul Henry (MDB) que recomenta ao plenário a rejeição da proposta de voto impresso. Esse segundo parecer contrário a PEC foi produzido depois que a comissão rejeitou um parecer que era favorável.

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