Diretor do Detran afirma que número de acidentes na região preocupa e motivou discussão em Passo Fundo
Passo Fundo recebeu na manhã de ontem (05) o último ciclo de debates do Conselho Estadual de Trânsito do RS – Cetran sobre a lei federal 13.61418, que convoca os estados para a elaboração conjunta de um plano de ações, o PNATRANS. A legislação propõe a redução de pelo menos à metade, em 10 anos, do número de mortes no trânsito em relação a 2018.
Estima-se que 140 pessoas morrem por dia no trânsito em todo o país, sendo que no Rio Grande do Sul os maiores índices são com jovens até 24 anos. A audiência pública, intitulada de “Qual é o trânsito que você quer no RS?”, reuniu diversas entidades na Universidade de Passo Fundo.
Em entrevista à Uirapuru, o presidente do conselho, Luiz Noé Souza Soares, destacou que a redução da mortalidade passa pela educação e pelo aumento da fiscalização nas estradas estaduais e federais.
Foi unanimidade a necessidade de incluir a educação para o trânsito nas escolas, para que a próxima geração tenha maior conscientização de que as mortes no trânsito podem ser evitadas através de um comportamento mais pacífico e respeito às leis.
Soares também reforçou a importância de aumentar o quadro dos órgãos que atuam no trânsito para abordagens e ações efetivas. Informou que Passo Fundo representa hoje praticamente 20% da mortalidade da região.
O diretor do Detran, major Gelson Guarda, disse que se houvesse apenas uma morte no trânsito já seria preocupante, mas no caso da região de Passo Fundo a situação chama atenção. De 2010 a 2017 foram registrados 2.354 óbitos. Os números impulsionaram a realização da audiência na cidade.
O ex-deputado federal Beto Albuquerque, autor da lei que embasa o PNATRANS, destacou que, com cerca de 40 mil mortes no trânsito por ano, o Brasil acaba gastando R$ 50 bilhões com hospital, auxilio invalidez, auxílio-doença, com as sequelas que um acidente de trânsito pode provocar. Frisou ainda o trauma das famílias que perdem parentes.