A gente até estranha quando o amor é calmo, mas não deveria!
Amor é esteio, acalanto, é calmaria. Amor é colo.
Recentemente, a Bruna Marquezine disse que não sabia que o amor pudesse ser calmo e tranquilo, como o que ela está vivendo atualmente. Foi esclarecedor, porque muitas pessoas ficam tateando na escuridão de um relacionamento turbulento, em vez de procurarem por águas tranquilas, como deve ser o amor. E vivem apenas momentos de chuva, instantes passageiros.
NA VERDADE, MUITOS DE NÓS PARECEMOS NÃO FICAR MUITO À VONTADE COM O QUE ESTÁ DANDO CERTO.
Quem nunca estranhou quando as coisas estão tranquilas, quando estamos felizes, como se ficássemos desconfiados, esperando algo dar errado?
É como se não nos achássemos no direito de estar nos sentindo bem.
É como se não fôssemos merecedores daquela felicidade toda.
Crescemos sob conceitos que envolvem culpa e pecado, sob o olhar julgador da religião e isso vem conosco a vida toda.
Vivemos em meio a uma diarreia de regras impostas por gente que se acha capaz de ditar o que é certo e errado.
Condenam o que vestimos, comemos, a forma como amamos, o que escolhemos, o que não queremos.
Dentre tantas formas possíveis de estarmos errados, como podemos nos julgar merecedores de felicidade plena?
E isso influencia diretamente a nossa maneira de encarar o amor. Se não há desconfianças, receios, hesitações e discussões, a gente chega a estranhar.
Questionamos até se o outro nos ama realmente, quando ele não fica invocando por ciúmes.
Logicamente, todo relacionamento requer ajustes e passa por algumas tempestades, mas são passageiras e servem para fortalecer os sentimentos.
Brigas frequentes e infelicidade constante são sinais de que algo está muito errado.
A gente não pode se acostumar com as tempestades, com a infelicidade, com o vazio, com a dúvida, com o medo, com as inseguranças.
A GENTE NÃO PODE NORMALIZAR O QUE MACHUCA, O QUE FERE.
O AMOR TEM QUE SER NOSSO PORTO SEGURO, EM MEIO A ESSE MUNDO DOIDO E VIOLENTO.