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Ponto e Contraponto

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

PSDB e MDB juntos

Articulação do grupo político de Eduardo Leite avança na composição com o MDB para as eleições ao governo do Estado, em 2022. O MDB é a maior bancada aliada na Assembleia Legislativa, embora preserve diferenças pontuais. Mas, tudo se encaminha para uma aliança com o grupo atual do governo, segundo afirma o deputado Vilmar Zanchin. O nome que o MDB coloca à disposição desta composição é o do deputado federal Alceu Moreira. Os termos estão em fase de negociações. O PSDB tem o vice-governador Ranolfo Vieira Junior como o mais cotado para ser o candidato. Ele deixou o PTB recentemente e vai se filiar ao PSDB acompanhado de um grupo de deputados e outras lideranças petebistas. Recentemente, Ranolfo disse que é natural que o nome dele seja cogitado, por estar no governo e ter condições de levar o projeto adiante, visto que Eduardo Leite não concorrerá a reeleição.

Arestas

Das diferenças pontuais entre o governo e o MDB, algumas precisam ser superadas como a atuação independente do deputado estadual Tiago Simon e também de questões relacionadas a processos como as concessões das rodoviais estaduais. O deputado Zanchin, por exemplo, defende que o governo banque o investimento de R$ 130 milhões para duplicar a 324 entre Passo Fundo e Marau. “Há 7 ou 8anos a situação era diferente. Agora, com as reformas e privatizações, as finanças do estado estão em outro patamar”, argumenta. Ele tem esperança de que o prazo estendido para o debate posso viabilizar uma mudança na proposta do governo. A questão toda está em torno do pedágio que será instalado entre os dois municípios.

Dobradinhas prováveis

Vereador Rodinei Candeia é pré-candidato a deputado estadual pelo PSL. Hipótese de retornar ao PP, onde já esteve filiado e concorreu a deputado federal em 2018, não está nos planos do vereador. Mesmo porque, não haverá janela partidária para fazer a desfiliação do PSL sem correr o risco de perda do mandato na Câmara de Vereadores. No entanto, isso não deve ser empecilho para dobradinhas com candidatos a federal de outros partidos, como o deputado estadual Sérgio Turra (PP) que vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.  Relação entre os dois é bastante próxima.

Pisando em ovos

A política cria situações que precisam ser geridas como se estivesse pisando em ovos. O prefeito Pedro Almeida, que mudou de partido recentemente, deixando o PSB pelo PSD, naturalmente terá que dar mais espaço para a nova sigla na administração, porque ela ganhou outro status na composição política. Faz parte do jogo. O melindre da situação é que, ao mexer neste tabuleiro de cargos, não poderá mudar a já consolidada maioria, embora apertada, na Câmara de Vereadores. Uma alternativa é cooptar novos filiados. Foi o que aconteceu com o ex-vereador Ronaldo Rosa, que deixou o Solidariedade para se filiar no PSD, na semana passada.  Atualmente ele coordena os Conselhos Municipais.

Pode ser

O vice-prefeito de Passo Fundo João Pedro Nunes é o nome  possível para disputar uma vaga a Assembleia Legislativa pelo MDB. Se confirmado, vai precisar de jogo de cintura para administrar, localmente, as dobradinhas obrigatórias: Osmar Terra (MDB) e Luciano Azevedo (PSD), ambos na disputa a federal e muito próximos do vice-prefeito.

Entregue ao Centrão

O Senador Ciro Nogueira (Progressista) pré-candidato ao governo do estado do Piauí vai assumir a chefia da Casa Civil do governo de Bolsonaro, mais do que consolidando uma política tão criticada pelo próprio presidente em época de campanha: o ‘toma lá dá cá’. Foi o próprio senador que construiu essa negociação, com apoio de parte do Centrão. Um senador no Palácio do Planalto para tentar acalmar o Senado que conduz a CPI da Covid, desvendando a caixa preta da falta de gerenciamento da pandemia.

Interesses

A adesão ao Centrão se dá através de quem, recentemente, era adversário. Nogueira fez campanha para o petista Fernando Haddad, em 2018, e já chamou o presidente de “fascista e preconceituoso”, numa entrevista em 2017. Mas, a política tem dessas, memória curta quando o que está em jogo são interesses pessoais. No caso de Nogueira, se eleger governador do Piauí e no caso do presidente, é se manter no páreo reduzindo o desgaste político com a queda de popularidade.

 

 

 

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