Estudo aponta diferença de produtividade entre as cultivares de soja em Passo Fundo
A diferença de produtividade entre as cultivares de soja de maior e menor rendimento em Passo Fundo foi de 27 sacas por hectare na safra 2020/2021. Tomando-se como referência o preço médio de R$ 150,00 pela saca da oleaginosa, isso poderia significar ganhos adicionais de R$ 4.050,00 para o produtor que tivesse cultivado a mais eficiente, que chegou a 109 sacas por hectare, em relação ao que tivesse escolhido a menos eficiente, que ficou em 82 sacos por hectare.
De acordo com a agrônoma da Pró-Sementes, Kassiana Khel, essa informação foi extraída dos dados do Ensaio de Cultivares em Rede de Soja 2020/2021, elaborado pela Fundação Pró-Sementes em parceria com o Sistema Farsul, Senar, Bayer e Banco do Brasil. O objetivo é mostrar o desempenho das variedades em 11 municípios gaúchos para subsidiar a escolha que os produtores farão para a próxima safra.
Conforme a agrônoma, esse estudo já é realizado há algum tempo no Estado. No universo da pesquisa, duas variedades chegaram ao índice máximo de produtividade, de 122 sacas por hectare, uma em Pelotas e a outra em Santo Augusto.
De acordo com a agrônoma Kassiana Khel foi acompanhado o desenvolvimento de 39 cultivares, com graus de maturação entre 5.0 (o mais precoce) a 6.7 (o mais tardio). Conforme ela o desempenho variou de acordo com as condições climáticas de cada região. Ela explica que a escolha da semente correta pode fazer com que se ganhe mais, apenas com a produtividade. Se o produtor optar pelas cinco melhores cultivares indicadas para a região, ele estará ganhando mais do que se optasse por uma outra.
Desse modo, o ensaio é uma ferramenta muito importante para o produtor fazer as suas escolhas. Além da opção pela melhor semente, o sucesso na produção está atrelado a outros fatores como fertilidade, manejo, época de semeadura, densidade da semeadura, entre outros.