“Não temos um cenário que recepcione a participação da mulher na política”, diz especialista
O senado aprovou um projeto que prevê o mínimo de 30% de vereadoras e deputadas no país. Não é só a fixação do número mínimo de cadeiras a serem ocupadas por mulheres, a ideia é fomentar, trazer elementos, impulso financeira e espaço na mídia para que haja um fortalecimento da mulher na política, explicou o especialista em direito público, André Leonardo Barbi De Souza.
Conforme ele, ainda há uma cultura de discriminação e desqualificação de candidatas mulheres. Ele lembrou que muitas candidatas sofreram ataques físicos e morais, apenas por serem mulheres querendo ocupar um cargo na política. Desta forma, não temos um cenário que recepciona uma cultura de participação da mulher na política.
O especialista lembrou que nas últimas eleições foram 9.196 vereadoras eleitas no Brasil, isso corresponde a 16% do número total de cadeiras nas câmaras municipais. Souza relata que 52% do eleitorado brasileiro são mulheres e 51,8% da população são mulheres, mas se formos reparar nas casas legislativas, nas três esferas, há uma representatividade pequena diante desse cenário.
Essas políticas, segundo o especialista, abrirão espaços e a ocupação deles por lideranças femininas. Conforme Santos que é importante que isso ocorra não é só a cota de 30%, mas para o direcionamento de recursos do fundo partidário para que haja implemento e fortalecimentos para incentivar da participação da mulher na política.