Ponto e Contraponto
Tecnologia, energia e comunicação
O prefeito Pedro Almeida completa seis meses de gestão frente à Prefeitura de Passo Fundo e já imprime a sua marca. Se tivesse que defini-lo em tags (ou palavras chaves) elencaria três: tecnologia, energia e comunicação. Faz uma gestão que une técnicos mais experientes e aqueles com uma visão tecnológica mais apurada. De cara, eliminou a papelada dos relatórios dos secretários, informatizando a prestação de contas de metas. Pode acessar esses documentos de onde estiver e costuma fazer a análise dos relatórios de casa, aos domingos pela manhã, tomando mate. Mudou a estratégia de comunicação, aproveitando a experiência da jornalista Luciana Meneghetti, que acompanhou Luciano Azevedo nos dois mandatos como prefeito. Novas ferramentas passaram a ser usadas para melhorar a relação do Poder Público com a mídia e, por consequência, com a comunidade. E neste contexto, diante das diferentes plataformas e formas de se comunicar, o prefeito Pedro abusa da própria capacidade de interação. Não deixa ninguém sem resposta, criou o resumo da semana em vídeo, participa de lives com os secretários e faz questão de registrar as agendas como prefeito.
Surpresa
A tag energia, aparece vinculada diretamente à juventude do prefeito Pedro Almeida. Tem uma inquietude visível em cumprir o que prometeu na campanha do ano passado. Basta recapitular as mais recentes andanças em busca de recursos para o Hospital Dia da Criança e a Super Emergência. Para além disso, conversando com pessoas que trabalham muito próximas a ele e que não o conheciam, tem o fator surpresa com a forma de trabalho. Tudo isso para dizer que Pedro não é melhor do que os prefeitos que o sucederam e ainda é muito cedo para essa conclusão. Passo Fundo tem sorte de ter tido prefeitos, cada um ao seu tempo e jeito, fazendo boas ações para o município.
Precisa assumir
O que o prefeito Pedro Almeida precisa, é assumir-se partidariamente. Foi eleito pelo PSB, primeiro partido ao qual se filiou e, recentemente, deixou a sigla acompanhando o ex-prefeito Luciano no PSD. Essa transição partidária não mudou a forma como ele trabalha, mas políticos precisam ter posições políticas, queiram eles ou não, sob pena de serem cobrados mais cedo ou mais tarde. Nada impede que isso seja uma construção daqui para frente.
No PDT…
O ex-vereador Márcio Patussi vem demonstrando descontentamento com o PDT, especialmente depois da eleição do diretório e do episódio que envolveu o também ex-vereador Luiz Miguel Scheis. Por conta desta situação, partidos como o Podemos, PL, PP e até mesmo o PSD já formalizaram convite para a mudança de sigla. O Senador Lasier Martins, por exemplo, esteve na região na semana passada e chegou a afirmar que estaria levando o ex-vereador para o Podemos. Por enquanto só especulação. Patussi não confirma este movimento. Se tiver que mudar de partido para disputar 2022, o prazo é abril do próximo ano e até lá, em política, muita coisa pode mudar.
Faturamento
A Cotrijal de Não-Me-Toque projeta faturar R$ 3,1 bilhões, neste ano. Vai na esteira do bom momento do cooperativismo agropecuário, mas também se pauta pelo sólido planejamento estratégico e no forte investimento em inovação.
Exemplo
Não poderia deixar de registrar minha tristeza pela perda irreparável do professor José Ernani. Nos deixa um homem brilhante. Um professor de história amado e admirado por seus alunos. Foi um defensor da causa animal, da democracia e um conhecedor profundo da boa música. O sentimento é de muitra tristeza.