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Greve

Sem Segredo: maioria dos ouvintes apoiam uma possível greve dos caminhoneiros

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Sem Segredo: maioria dos ouvintes apoiam uma possível greve dos caminhoneiros
Sem Segredo: maioria dos ouvintes apoiam uma possível greve dos caminhoneiros

O novo aumento do óleo diesel gerou inquietação entre os caminhoneiros. A alta acumulada no ano já chega a 40%. Com o novo aumento, o preço médio do litro em Passo Fundo está em R$ 4,42, mas nos postos de beira de estrada esse valor é maior. Esse cenário, influencia diretamente no valor do frete rodoviário e reduz a margem dos profissionais da estrada.

Os últimos dois aumentos do óleo diesel causou um impacto no bolso dos caminhoneiros de R$ 3 mil por mês. Os trabalhadores do setor estão convocando um ato a nível nacional para o dia 25 de julho. A data é dia de São Cristóvão, padroeiro do colono e do motorista e, por isso teria sido escolhida pela categoria. Por isso, o programa Sem Segredo do último sábado, perguntou: você concorda com uma greve dos caminhoneiros?

Conforme um dos representantes dos caminhoneiros em Passo Fundo, Ângelo Alérico, a categoria está evitando, de todas as formas, uma paralisação, em primeiro lugar por conta da pandemia e também para evitar um baque ainda maior na economia. Alérico revelou que no dia 20 de julho, os motoristas conseguiram uma audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB), em Porto Alegre. Nesse encontro, os trabalhadores vão buscar alternativas para baixar impostos e o preço do diesel e, desse modo, evitar uma greve. Caso essa reunião do dia 20 não surta efeito, a paralisação será inevitável.

De acordo com Alérico, a principal reivindicação é a atualização do valor do frete. Os caminhoneiros pedem ainda que as autoridades brasileiras diminuam os impostos de uma forma geral. Alérico ressalta que não é apenas para os motoristas que a situação está complicada, mas sim para toda a população. Conforme o motorista, os custos para rodar subiram demais, não apenas com o combustível, mas também a manutenção dos caminhões, pneus, alimentação e, por outro lado, o frete baixou.

A maioria dos ouvintes apoiam uma eventual greve dos caminhoneiros. Muitos relataram que a situação está muito difícil para todos realmente. Os produtos aumentaram muito e com as seguidas altas no combustível a tendência é aumentar ainda mais. Eles lembraram que os caminhoneiros foram grandes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e por isso agora tem o direito de cobrar medidas para melhorar o trabalho. Caso não se encontre melhoras, o melhor a fazer é uma paralisação, pois, na opinião dos ouvintes, parando os caminhões, o Brasil para também.

Conforme o presidente da Acisa, Cássio Gonçalves, toda a manifestação é louvável e tem o apoio da entidade. Gonçalves disse que é contra o conformismo e é de direito de todos manifestar seu descontentamento com o cenário atual. O presidente relata  que a maior parte dos produtos no Brasil é transportado pelos caminhoneiros, portanto se essa categoria vai mal, todo o país começa a sentir os efeitos.

Para Gonçalves, uma possível greve é legítima. No entanto, ele acha que não é o momento para isso. Ele pede que os profissionais do ramo repensem essa paralisação, uma vez que estamos em um cenário de retomada econômica e volta a normalidade. Desse modo, na avaliação do presidente da Acisa, uma greve agora iria atrapalhar esse avanço.