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Política

CPI da Covid determina a prisão do depoente Roberto Dias

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Ele foi exonerado do cargo em junho, depois da denúncia de que teria pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal.

Mesa:
advogada do depoente, Maria Jamile José;
ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), deu voz de prisão ao ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que depôs nesta quarta-feira aos senadores. A prisão foi determinada porque, segundo o presidente da CPI, Dias mentiu em diversos pontos do depoimento. Ele foi conduzido pela Polícia Legislativa.

A decisão de Omar Aziz não teve consenso entre os demais senadores. Alguns tentaram qque ele voltasse atrás, o que não ocorreu. “Ele vai ser recolhido agora pela polícia do Senado. Ele está mentindo desde a manhã, dei chance para ele o tempo todo. Pedi por favor, pedi várias vezes. E tem coisas que não dá para… os áudio que nós temos do Dominghetti são claros”, afirmou Aziz.

“Prender alguém não é uma decisão fácil. Mas, não aceito que a CPI vire chacota. Temos mais de 527 mil mortos nesta pandemia. E gente fazendo negociata com vacina. A Comissão busca fazer justiça pelo Brasil”, disse o sendor Aziz.

Roberto Dias é acusado de pedir propina para comprar a Covaxin. Depois das denúncias, ele foi demitido pelo Ministério da Saúde. Dias confirmou o encontro com o jantar no dia 25 de fevereiro com o policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, mas negou ter cobrado propina de US$ 1 por dose para negociar vacinas ao governo federal.

O crime imposto a Dias é afiançável.