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Economia

Camelôs seguem com dificuldades para comprar produtos no Paraguai

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Camelôs seguem com dificuldades para comprar produtos no Paraguai
Camelôs seguem com dificuldades para comprar produtos no Paraguai

A Rádio Uirapuru vem acompanhando desde o ano passado a situação dos trabalhadores do camelódromo de Passo Fundo. Devido ao coronavírus as bancas tiveram inúmeras restrições, além de ter que conviver com as fronteiras do Paraguai fechadas por um longo período. Não bastasse isso, o dólar disparou, chegando próximo dos R$ 6 o que dificulta a compra de produtos importados.

Recentemente, o dólar registrou uma queda, chegando a ser cotado abaixo dos R$ 5, mas voltou a subir na semana passada. Mas será que a baixa do dólar melhorou as condições de trabalho dos camelôs? O principal ponto de compras é o Paraguai, onde os produtos são comercializados em dólar, portanto a cotação da moeda é muito importante para o setor.

Conforme um dos representantes dos camelôs, Francisco Brasil, os vendedores paraguaios são muito espertos. No momento que o dólar registra queda, eles sobem o valor do produto para não perder o lucro. Sendo assim, pouco influencia nos preços dos itens a cotação da moeda norte-americana.

De acordo com o comerciante, outra dificuldade encontrada é a falta de produtos, principalmente itens de inverno. Produtos como jaquetas, abrigos, toucas, luvas, meias, entre outros estão em falta no Paraguai e os camelôs não conseguem reabastecer seus estoques.

Sobre as restrições na fronteira, Brasil informou que estão mais tranquilas. Como a maioria dos trabalhadores do camelódromo já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina, o Paraguai não está restringindo a entrada no país. No entanto, o comerciante relata que o Paraguai ainda é mais organizado e tem mais restrições que o Brasil e tem que seguir o que está determinado.

De acordo com o representante dos camelôs, a prefeitura autorizou recentemente a abertura integral das bancas, sendo que antes a abertura era intercalada. Mesmo assim, apenas 60% das bancas estão funcionando, pois algumas fecharam e outras não conseguem comprar mercadorias para trabalhar. O movimento no local ainda é baixo devido a crise financeira, aponta o comerciante.