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Segurança

Mesmo com queda no número de internos no Case, crimes não pararam e passaram a ser mais graves

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Mesmo com queda no número de internos no CASE, crimes não pararam e passaram a ser mais graves
Mesmo com queda no número de internos no CASE, crimes não pararam e passaram a ser mais graves

Um dado a nível de Estado aponta que o número de menores que estão sendo internados no Case tem diminuído. Em dezembro de 2019, o Centro de Atendimento Socioeducativo de Passo Fundo – Case, estava registrando superlotação. Eram 87 internos para apenas 40 vagas, 118% da ocupação. Porém, com o início da pandemia, as comarcas começaram a rever as internações e os adolescentes que estavam cumprindo medida de internação com possibilidade de atividade externas, passaram a cumprir as medidas de internação residencial, sendo acompanhados por equipes profissionais da unidade.

Conforme o diretor do Case, Alair Lago, isso fez com que diminuísse as internações. Hoje são 31 internos para 40 vagas na unidade, ou seja, temos uma ocupação bem menor do que a capacidade. Lago explica que a resolução determinada pela justiça orienta os magistrados a adotarem medidas de internação apenas para atos infracionais cometidos contra a vida. Por esta razão a unidade regional, que recebe internos de 144 municípios da região norte do estado, viu reduzir os internos da unidade.

Mesmo diminuindo número de internos nas unidades, os atos infracionais não pararam de acontecer, pelo contrário, passaram a ser mais graves. De acordo com o diretor do Case, latrocínio e homicídios são 50% dos motivos pelo qual os jovens são internados.

O adolescente quando é internado na unidade, após medida judicial, é recebido por uma equipe multidisciplinar, e o primeiro passo é retomar a escolarização de onde ele parou de estudar. Lago relata que a média de escolaridade desses jovens é de 5ª a 6ª série do ensino fundamental. Após isso, o jovem passa a realizar uma serie de atividades e cursos profissionalizantes.