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Buscar orientação no CRAS é o primeiro passo para encaminhar internações de dependentes químicos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Buscar orientação no CRAS é o primeiro passo para encaminhar internações de dependentes químicos
Buscar orientação no CRAS é o primeiro passo para encaminhar internações de dependentes químicos

A dependência química é um dos grandes desafios da sociedade moderna. Se desenvolvendo como uma verdadeira pandemia, acentuada na década de 80, a drogadição hoje está presente em praticamente todas as cidades brasileiras. O problema levando a dignidade das pessoas e das famílias que sofrem com esse mal. Políticas publicas para o tratamento existem e foram aperfeiçoadas ao longo doas ano, como as internações. Muitos dependentes, no entanto, não aceitam e não querem o realizar o tratamento e ameaçam a família, colocando em risco a segurança da família e dele próprio.

Em entrevista à Uirapuru o secretário de Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, disse que 90% das pessoas em situação de rua de Passo Fundo são ligadas a dependência química e ao álcool. Além disso, o secretário relata que são muitas famílias com problemas de drogadição e dependência química de pessoas acima dos 18 anos.

Saul explica que acima dos 18 anos a família pode solicitar a internação compulsória, ou seja, o juiz tem que autorizar internar caso a pessoa não queira. Abaixo dos 18 os pais podem solicitar a internação, basta ter um documento médico comprovando a dependência.

Spinelli relatou que o Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS, e o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS AD, recebem diariamente pedidos de internações e consultas para pessoas com dependência química. Porém explica que nas instituições do município tais como, Comunidade Terapêutica Maanaim e Casa Vita fazem as internações, porém só de forma voluntária. Ou seja, a pessoa tem que querer se internar e querer se recuperar. Para realizar uma internação compulsória e com contenção é preciso de um documento judicial, para isso a família deve procurar a Defensoria Pública.

O secretário explica que existe alguns caminhos a serem preenchidos. O primeiro passo é buscar informações na Semcas, através dos CRAS. Spinelli ressalta que a unidade não é responsável por resolver, mas é encarregada de orientar as famílias. Se a internação for compulsória, o CRAS terá que marcar atendimento na Defensoria Pública para a família.