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Economia

Aumento na inflação do aluguel preocupa comerciantes de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Aumento na inflação do aluguel preocupa comerciantes de Passo Fundo

O valor da inflação do aluguel, conhecida como Índice Geral de Preços Médio (IGP-M), teve um reajuste de 37% nos últimos meses. Isso tem tirado o sono de quem paga aluguel, principalmente os comerciantes. O índice disparou durante a pandemia, sem uma explicação clara até agora. O momento é de crise e deveria ser de bom senso, mas o que se vê é o contrário.

Quem andar pelas ruas centrais de Passo Fundo vai notar um grande número de lojas que fecharam ou mudaram de endereço. O que sobra é uma série de salas comerciais com placas de “aluga-se”. Claro que a crise contribuiu para alguns fechamentos, mas em outros casos o reajuste do aluguel foi determinante.

Um cabeleireiro que trabalha há anos na Avenida Brasil decidiu fechar o seu negócio, pois o proprietário do espaço resolveu aplicar o reajuste de 37%. Conforme o profissional, com o reajuste fica inviável manter a barbearia aberta.

De acordo com a presidente do Sindilojas, Sueli Marini, vários comerciantes estão preocupados com esse cenário. O comércio sofreu um baque muito grande com a pandemia, a queda nas vendas e os dias fechados em razão do distanciamento social. Não bastasse isso, agora os comerciantes precisam negociar o valor do aluguel e buscam acordos com os proprietários para evitar o aumento, mas nem todos conseguem.

Conforme Sueli, a atual inflação não justifica tamanho reajuste. Portanto o empresário, que está lutando para recuperar o dinheiro perdido durante o período pandêmico, vê agora mais um empecilho. A presidente pede que ao proprietários de salas comerciais que tenham bom senso com os empresários, para que ambos consigam superar esse momento complicado.

O que diz a imobiliária?

De acordo com o gerente de locações da Bortolini Imóveis, Douglas Azambuja, muitos inquilinos e proprietário estão procurando a imobiliária para renegociar os contratos. Os corretores estão orientando as partes para que fique um contrato bom para os dois, pois não faz sentido para o empresário pagar um valor fora de sua realidade e, por outro lado, não é bom para o proprietário ter o espaço vago.

Conforme Azambuja, o ideal é buscar um acordo, pois para o proprietário não é fácil alugar novamente o espaço e para o comerciante mudar de endereço também é algo ruim.