Restrição de circulação de caminhões no centro precisa ter regras bem esclarecidas, diz presidente da Acisa
A Uirapuru noticiou nesta semana que a circulação de caminhões no centro de Passo Fundo foi restringida. A medida tem objetivo de evitar a passagem de veículos que transportam cargas acima de sete toneladas e que acabam prejudicando as estruturas das vias, principalmente a Avenida Brasil, recém-reformada.
Conforme o secretário de Segurança Publica, João Darci Gonçalves, a proibição de transporte de 7 a 15 toneladas com horários estabelecidos a noite já existia. Gonçalves explica que já estão sendo colocadas diversas placas colocando o limite de caminhões.
Este peso de 15 toneladas é contestado por muitas pessoas pois dizem que limita o trabalho de quem faz entregas para grandes empresas. Para o transporte será necessária uma autorização da secretaria. O canal será através de um e-mail. Essa mudança tem gerado muita polêmica e tanto motoristas, quanto comerciantes estão insatisfeitos, afirmando que a alteração vai prejudicar o transporte e trazer mais custo para as operações.
Conforme o presidente da Acisa, Cássio Gonçalves, o trânsito de Passo Fundo é caótico há anos e é preciso de medidas que sejam efetivas. Ele avalia que, talvez a atualização desse decreto, possa ser um fator para isso. No entanto, a burocracia do decreto pode acabar prejudicando os empresários e transportadores.
O presidente defende que o contato com a secretaria de Segurança precisa ser célere. Além disso, as informações precisam ser repassadas de forma clara aos empresários. Por exemplo, o que vai precisar para ser liberada a entrada de um caminhão? Quanto tempo o retorno será dado pela prefeitura? Tudo isso tem que ficar esclarecido e de fácil acesso, defende Gonçalves.
De acordo com o presidente da Acisa, Passo Fundo é uma cidade polo e recebe pessoas de toda a região. Portanto essas orientações precisam ter fácil acesso para quem não conhece a cidade também. Sobre transferir a carga de um caminhão maior para veículos menores, Gonçalves classifica como algo inviável para Passo Fundo. O custo seria elevado demais e o consumidor final iria acabar arcando com as despesas.