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Estado

Delegado da Susepe diz que morte de agente em Caxias do Sul foi um ataque covarde

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Delegado da Susepe diz que morte de agente em Caxias do Sul foi um ataque covarde
Delegado da Susepe diz que morte de agente em Caxias do Sul foi um ataque covarde

Na madrugada de segunda-feira (07), bandidos mataram um agente da Susepe, feriram outro e duas enfermeiras, para resgatar um preso que estava em atendimento médico, na Zona Norte de Caxias do Sul.

A ação foi por volta das 03h30min, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias do Sul. Houve troca de tiros e na ocorrência um agente da Susepe identificado como, Clóvis Antônio Ronan, 54 anos, foi morto e outro agente de 42 anos, foi baleado.

Ontem (07) aconteceram homenagens ao agende morto e protesto de servidores da Susepe em todo o Estado, solicitando mais segurança para trabalhar. Em Passo Fundo, a ação foi em frente ao Presídio Regional, no bairro São Luiz Gonzaga.

O delegado da 4ª região penitenciária da Susepe, Kleber Medeiros, lamentou o tombamento de mais um colega que estava cumprindo com o exercício de suas funções. Relatou que morte do agente de Caxias do Sul deixa todos enlutados e a instituição ferida.

De acordo com o delegado, as investigações do ocorrido estão a cargo da corregedoria geral penitenciária e das forças policiais que ainda vão apurar tudo que aconteceu. O delegado acredita que toda a ação já estava planejada e o preso fingiu estar passando mal.

Medeiros ressalta que os agentes recebem treinamento e preparo para atuar em situações como essa, porém, no caso de Caxias do Sul, foram pegos de surpresa e atacados covardemente pelos criminosos. Os bandidos estavam em maior número e com armamento maior, o que resultou no colega morto, lamenta o delegado.

Conforme Medeiros, a Susepe busca investir na criação de vagas e no recrutamento de novos servidores para reforçar o efetivo. Além disso, o Governo do Estado investe em serviços de inteligências e melhor aparelhamento dos servidores, no entanto não foi suficiente para evitar a morte de mais um agente.