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Ponto e Contraponto

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
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Emendas que ajudam I

A prefeitura de Passo Fundo está utilizando os quase R$ 3,5 milhões das emendas impositivas dos vereadores da legislatura passada para fazer frente à pandemia. Cerca de R$ 500 mil servirão para subsidiar o Programa Juro Zero, que vai garantir empréstimos sem juros aos microempreendedores individuais e, nesta semana, outros R$ 1,5 milhão vão ajudar os Hospitais São Vicente e de Clínicas a enfrentar as dificuldades financeiras geradas pela pandemia.

Emendas que ajudam II

A destinação das emendas impositivas para que o Executivo use com este propósito foi resultado de uma articulação do então presidente Saul Spinelli, com o apoio de todos os vereadores. Além disso, a Câmara também deixou de utilizar R$ 6,7 milhões do seu orçamento anual. Dinheiro que ficou nos cofres do município para outros investimentos.  Exemplo de maturidade política. Quem ganha é o cidadão.

Desfiliação

Ex-secretário de Desenvolvimento de Passo Fundo Carlos Eduardo Lopes da Silva se desfiliou do PSB. Está envolvido em projetos de consultoria/assessoria para municípios e empresas. Entendeu ser melhor não ter vínculo partidário para tocar os novos negócios.

Estatística

Depois de um trimestre positivo na geração de empregos, abril veio com o déficit de 1,4 postos de trabalho em Passo Fundo. Deste saldo foram demitidos mais homens do que mulheres: 1.035 homens e 443 mulheres. A maioria dos desligamentos foi de pessoas com idade entre 30 a 39 anos, e escolaridade de ensino médio completo.

Queda de braços

Se de um lado é desproporcional e autoritária a manifestação do governo em relação aos prefeitos que suspenderam aulas e fecharam escolas por conta do avanço da pandemia, por outro, há um viés político forte na reação da Famurs. Prévia da disputa eleitoral de 2022. Maneco Hassen, que está deixando a direção da entidade em julho, vai concorrer a deputado estadual pelo PT no próximo ano. Nova reunião acontece hoje em busca de um meio-termo.

Depoimentos

Dois depoimentos à CPI da Covid são extremamente danosos ao governo de Jair Bolsonaro. O primeiro, do executivo da Pfizer Carlos Murillo, ao afirmar que em maio do ano passado começou a negociar com o governo brasileiro a venda de vacinas com oferta de 70 milhões de doses. Sem resposta. O outro, aconteceu nesta quinta-feira. Diretor do Butantan, Dimas Covas disse que a demora por parte do governo federal nas negociações atrasaram o cronograma, que poderia ter começado a entregar imunizantes ainda em dezembro de 2021 e começar a vacinar os brasileiros antes do mundo.

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