Certificado de zona livre de aftosa sem vacinação ao RS deve incrementar R$ 1 bilhão nas exportações
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), oficializou ontem pela manhã a concessão do certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação ao Rio Grande do Sul.
A conquista histórica repercute em todo o Rio Grande do Sul, especialmente pelas fronteiras que serão abertas para as carnes gaúchas a partir deste novo status sanitário, agora chancelado pela maior autoridade de sanidade animal no mundo. Projeta-se que a proteína animal produzida no Estado consiga agora alcançar 70% dos mercados até então fechados.
Conforme o deputado federal Covatti Filho (PP), que até pouco tempo era Secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, essa é uma grande notícia para o setor agropecuário. O parlamentar explicou que desde 2019, a secretaria começou uma reestruturação da defesa agropecuária gaúcha. Investimentos foram realizados para contratar profissionais para trabalhar nas inspetorias veterinárias e equipamentos para facilitar o trabalho.
Durante seis meses de trabalho, foi antecipada a vacinação contra a febre aftosa e o Ministério da Agricultura concedeu uma normativa reconhecendo o Estado como livre de aftosa sem vacinação dentro do Brasil. Esse era um passo importante para o reconhecimento também pela OIE. Com o certificado, inúmeros mercados novos se abrem, como por exemplo a China, um dos países que mais consome proteína animal do mundo.
A expectativa é de um incremento de R$ 1 bilhão nas exportações de proteína animal. Covatti explicou que para manter esse certificado, o governo vai ampliar ano a ano o investimento em defesa agropecuária. O deputado disse que o monitoramento será rigoroso e vai possibilitar a manutenção desse status sanitário. O controle nas fronteiras serão reforçados também para proteger o rebanho gaúcho.
Sobre o preço da carne no Brasil, com o aumento da exportação, o parlamentar disse que a venda de carne para fora não é o principal fator para a escalada de preços, mas sim o custo dos insumos para alimentação dos animais. O deputado garante que mecanismos serão pensados para evitar que o preço da carne suba ainda mais no país.