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Ponto e Contraponto

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
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Ordem subvertida

As emendas parlamentares subvertem a ordem entre os Poderes constituídos da República. Quando parlamentares recebem mais para distribuir emendas, estão fazendo o papel que deveria ser do Executivo, na execução do Orçamento. Na linha inversa, quando o Executivo governa a partir de Medidas Provisórias, também está passando por cima do Legislativo, a quem cabe a aprovação de leis. E para ter acesso ao dinheiro que vai resolver o problema das obras nos municípios, os prefeitos precisam se despir de suas orientações político-partidárias, pegar o chapéu e estender a mão. Em Brasília. É o que fazem os mais de 5 mil prefeitos do país, especialmente neste momento difícil. Foi o que fez o prefeito Pedro Almeida esta semana na sua primeira viagem oficial, acompanhado de sua equipe de trabalho. Foi de porta em porta na Capital do país em busca de recursos. Se não vai a Brasília, Brasília não vem até Passo Fundo. Esta é a perversa lógica do Poder. E para conseguir recursos precisa passar pelo crivo de parlamentares. Foi assim que garantiu dinheiro para o Hospital Municipal César Santos que precisa instalar a Super Emergência 24 horas e o Hospital da Criança. Mais de R$ 1 milhão em emendas parlamentares.

Nas mãos dos deputados

As emendas parlamentares sempre foram importantes, especialmente para a saúde. Quanto recurso já foi destinado para os nossos hospitais e quanto recurso veio para obras como a Gare (emenda do ex-deputado federal Beto Albuquerque), que também destinou verba para o HMCS. Em tese, são os parlamentares quem conhecem as suas regiões por isso, sabem a quem destinar os recursos. O governo por si só, não teria condições para isso. O fato é que, neste ano em especial o governo decidiu ser muito generoso com um grupo de deputados e senadores aliados, comprometendo o orçamento em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, para distribuir o dinheiro. Está nas mãos dos parlamentares a distribuição de nada mais, nada menos do que R$ 40 bilhões.

A via de fato

Se o prefeito quer aprovar um projeto no Ministério do Turismo, por exemplo, não tem orçamento. Mas se ele tem um deputado ou senador que possa fazer esse vínculo, tem mais chance de conseguir o recurso via emenda parlamentar. Simples assim. Ou nem tanto.

Parque do Sol I

O prefeito Pedro Almeida também volta de Brasília com novidades para a Escola Parque do Sul, uma novela que se arrasta desde 2015. A empresa MDC tinha um contrato com o governo federal para construir centenas de escolas no país dentro de um método construtivo que ela detinha. Não conseguiu cumprir o contrato e deixou pelo caminho mais de 300 escolas no Sul do país, entre elas a do Parque do Sol, Na gestão do prefeito Luciano, a obra foi retomada em 2018, através de um contrato com empreiteiro que dominava o método, mas também não foi adiante.

Parque do Sol I

Desde o começo do ano, esse contrato foi rompido e o município decidiu apresentar outro projeto junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A proposta é para viabilizar o fim da obra, fazendo uma nova licitação. A princípio, recebeu sinal verde para aprovação da proposta.

Conta hackeada

A missão teria sido um sucesso, não fosse o contratempo do telefone do prefeito Pedro ter sido hackeado por estelionatários. Um transtorno que gerou ocorrência policial e investigação. Os estelionatários, se passando pelo prefeito, dispararam mensagens para todos os contatos no WhatsApp pedindo depósito de R$ 4,1. A polícia já sabe quem é o responsável pela conta bancária indicada para o depósito e apura o crime.

Golpes aumentam 35%

Por conta da pandemia, a região de Passo Fundo registrou um aumento de 35% na aplicação deste tipo de golpe, segundo o Delegado Regional Adroaldo Schenkel. Mas existem outros, como o do cartão bloqueado ou do nudez. Há poucos dias, a PC também se deparou com o retorno de um golpe antigo: o do envelope de depósito vazio. O golpista comprou uma máquina agrícola de grande valor e fez o falso depósito, mas não teve sucesso. A polícia conseguiu recuperar o equipamento.

Elefante branco

O prédio da antiga DPPA, mais conhecido carinhosamente por Elefante Branco, poderá ter um destino que vai garantir sede própria para a Polícia Civil de Passo Fundo. A possibilidade de uma troca de área através de leilão é estudada pela direção. O prédio foi desocupado no ano passado por não apresentar segurança e atualmente passa pela desmontagem da estrutura. Todas as janelas foram retiradas.

 

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