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A traição é uma das experiências mais dolorosas que podemos viver

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Não importa se se trata de um namorado ou uma namorada, de amigos ou de um membro da família. Sempre que quebram nossa confiança, surge uma ferida que demorar para se curar e que, inclusive, às vezes nunca se fecha.
Certamente, essa ferida da traição é maior quando quem trai é alguém de nossa confiança.

Contudo, nos também estamos propensos a esse erro ou muitas vezes o cometemos sem nem perceber.

Quando falamos em relacionamento com cônjuge, companheiro ou namorado, traição não se baseia apenas no ato físico, o pensar, sentir, falar, também é uma forma de traição. Entende porquê digo que todos estamos propensos a trair?

Somos seres humanos e falhamos com os demais uma vez ou outra.

Há situações nas quais não somos capazes de estar à altura das circunstâncias e acabamos causando uma desilusão a quem amamos.

No entanto, a traição que dói e que marca é aquela que acontece deliberadamente, com plena consciência e por motivos realmente egoístas. A que vem de quem nos assegurou algo e que, na hora da verdade, se comporta de uma maneira diferente, sabendo que está faltando com sua palavra.

Todas as formas de traição têm dois aspectos em comum: a ruptura com algo estabelecido de maneira prévia, implícita ou explicitamente, por um lado, e a falsificação da confiança por outro.

São traídos os acordos e as expectativas, os sonhos e as promessas. Trai-se com as palavras e com os atos.
Quem é traído prova o mais amargo sabor da enganação. A pessoa se sente ridicularizada e minimizada. Seus sentimentos, pensamentos e expectativas são negligenciados. Ela foi transformada em objeto frente aos propósitos do outro.

Isso é, foi coisificada e utilizada para algo do qual não estava consciente. Por isso, a traição é tão dolorosa e deixa uma marca tão forte.

*Robson Hamuche @rhamuche

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