Aumento na cesta básica em Passo Fundo deve ser maior nos próximos meses, projeta especialista
A cesta básica faz parte da vida de muitas pessoas, pois ela contempla diversos alimentos e produtos essenciais para a alimentação, bem como para as atividades do dia a dia. O Centro de Pesquisa e Extensão (Cepeac) da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade de Passo Fundo (FeacUPF) realiza, desde o ano de 1993, o cálculo do custo da cesta básica de Passo Fundo e de algumas cidades da região com o objetivo de conhecer a evolução do poder de compra das famílias.
Em abril, o custo dos produtos que compõem a cesta básica de uma família típica passo-fundense apresentou uma baixa 0,39% no mês de abril de 2021, quando comparado com os preços médios praticados no mês de março de 2021. Esse foi o primeiro mês do ano que foi registrado queda no valor da cesta básica.
Conforme o professor que integra a equipe executora do estudo, Dr. Julcemar Bruno Zilli, o aumento de janeiro até abril supera 2,66%. Os produtos que mais registraram aumento até agora são o leite, erva-mate, produtos hortifrúti, como tomate e batata. Para o especialista, esse aumento de 2,66% já começa a afetar o poder aquisitivo das pessoas, porque o salário não aumentou nessa mesma faixa até o momento. Sobre a perspectiva dos próximos meses do preço da cesta básica, avalia que se tem um efeito que pode ser fundamental que é a redução dos índices da pandemia.
Explica que a partir do momento que a pandemia diminuir seus efeitos na sociedade, a tendência é que as pessoas voltem a fazer seus consumos de forma normal. Porém, isso pode gerar um efeito que a demanda por produtos específicos aumentem e seus preços podem subir desta forma. Além disso, destaca que o preço alto das principais commoddities, como soja e milho, deve se manter um patamar elevado e isso nos leva a crer que tenhamos mais aumentos e inclusive mais acelerados do que já percebemos até agora.