Investir em tecnologia na produção bovina é alternativa para driblar impacto na carne do Estado
Com o aumento no preço da carne bovina o Rio Grande do Sul suspendeu os abates de gado nos frigoríficos. Ao mesmo tempo o consumidor não consegue acompanhar o preço do produto e reduziu o seu consumo de tal maneira que os frigoríficos optaram por parar os abates.
Em entrevista na Uirapuru o ex-ministro da Agricultura e atual presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, explicou que o Rio Grande do Sul vem há anos produzindo menos carne de gado. Como alternativa a carne vem de outros estados, tornando-se mais cara como qualquer produto. Para Turra a crise na carne é passageira e vai se ajustar, porém a raiz está na disputa com o plantio de soja.
O produtor não quer deixar um hectare parado apenas com gado pastando. Ele quer plantar e ter um lucro maior, consequentemente diminuindo a criação de gado. Para Turra é preciso pensar em tecnologia para criar o gado, focando em alimentação de rendimento, usando um certo confinamento, sem deixar este importante alimento de lado e ao mesmo tempo seguir plantando em outro ponto.
Erros do passado resultaram em uma sequência que agora impacta na cadeia de carne bovina. Porém a mesma cultura de grãos deve trazer em breve valores expressivos na economia devido a valorização das sementes, alavancando a economia.