Redução do percentual de mistura do biodiesel no diesel divide opiniões de setores da economia
A redução do percentual de mistura do biodiesel no diesel de 13% para 10%, que deve ser confirmada pelo governo federal, teria como objetivo segurar o preço do combustível no país.
O menor percentual do biodiesel assegura uma redução no preço do produto, automaticamente se tornando mais barato ao consumidor. Apesar disso, a medida causa divergências em segmentos da economia. A ação do governo teria como intuito abrandar o descontentamento de importantes setores da economia do país, como a área dos transportes.
Em entrevista à Uirapuru, o presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Batistella, destaca que a empresa tem um grande respeito pela categoria dos caminhoneiros. Relata que movimenta cerca de 400 caminhões diariamente na unidade de Passo Fundo. Disse que tem conversado com as associações que representam a classe. A partir daí, acredita que as políticas precisam ser trabalhadas para que o sistema de transporte tenha rentabilidade.
Batistella acredita que não é no preço do diesel e biodiesel que está a saída para resolver os problemas do caminhoneiro. E sim, através de infraestrutura, investimento em qualidade no transporte e capacidade em atualização dos veículos. Para ele, outro caminho deveria estar sendo percorrido: uma política pública para garantir rentabilidade ao transportador e não ficar mexendo em um preço de insumo que não irá resolver o problema.
O presidente da BSBIOS avalia que, com a medida da redução do biodiesel, o que teremos é um mercado interno processando menos grãos de soja e o encarecimento do farelo da soja. Desta forma, naturalmente haverá o aumento no preço de diversos produtos. Para Batistella, a decisão do Ministério de Minas e Energia é equivocada e não é positiva para o Brasil.
Ouça a entrevista com o presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Batistella: