Camelódromo de Passo Fundo registra fechamento de várias bancas durante a pandemia
Desde o ano passado, quando iniciou a pandemia, a Rádio Uirapuru acompanha as dificuldades dos trabalhadores do camelódromo de Passo Fundo. Devido ao coronavírus as bancas tiveram inúmeras restrições, além de ter que conviver com as fronteiras com o Paraguai fechadas por um longo período.
Conforme um dos representantes dos camelôs, Francisco Brasil, a realidade dos trabalhadores segue ruim neste ano. Embora a fronteira com o Paraguai esteja aberta, as restrições para entrar no país vizinho são grandes. O Paraguai é o principal comercio de brinquedos e eletrônicos que abastece as lojas do Brasil e de outros países.
De acordo com Brasil, só é possível atravessar a ponte da amizade de carro. Além disso é necessário apresentar teste atualizado do coronavírus, para ter o acesso liberado. Isso acaba encarecendo a viagem e para muitos se torna inviável. Além disso, diferente do Brasil, as regras nos demais países sul-americanos são bem rígidas e as restrições são cumpridas.
Conforme o comerciante, o camelódromo de Passo Fundo segue com os cuidados e as restrições do ano passado. As bancas estão funcionando em dias intercalados, para evitar aglomerações e diminuir o número de pessoas no local. Entretanto, de acordo com Brasil, diversas bancas nem estão mais abrindo e outras fecharam de forma definitiva. O movimento caiu muito no local. O comerciante acredita que a perda de poder aquisitivo das pessoas e o aumento de preço em todos os produtos, fez com que os clientes repensassem a forma de consumir.
Brasil explicou que muitos dos camelôs arrumaram outro emprego para sobreviver e deixaram as bancas de lado.