Senador Heinze une esforços de hospitais e autoridades para garantir leitos e medicamentos no atendimento covid
Os hospitais de todo o Rio Grande do Sul vem sofrendo com a falta de medicamentos do chamado “kit intubação” e e com o credenciamento de leitos, no pior momento da pandemia. Durante praticamente todo o mês de março, os hospitais gaúchos operaram com superlotação e falta de insumos para atender a demanda da pandemia.
Há cerca de um mês atrás, por volta de 06 de março, o senador gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) juntamente com autoridades de hospitais filantrópicos e santas casas do Estado, cobraram uma posição do governo federal para criar ações mais efetivas às instituições de saúde no combate à Covid-19.
Segundo Heinze, isso não vinha acontecendo na velocidade que os hospitais estavam precisando. De todas as ações solicitadas no início de março, hoje já estão autorizados 1.564 leitos de UTI Covid no Rio Grande no Sul.
Em Passo Fundo, são 35 leitos autorizados no Hospital São Vicente de Paulo e 23 no Hospital de Clínicas, totalizando 58. De acordo com Heinze, já se tem garantido para seis meses um valor em torno de 2,78 milhões de reais, que vai totalizar cerca de 16 milhões de reais para os dois hospitais ao fim deste período. Com essa ação, o valor que deve ser aportado nos hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul, deve chegar próximo de R$ 1 bilhão em seis meses.
No início da pandemia havia pouco mais de 900 leitos de UTI Covid e hoje já são mais de 3 mil nos hospitais particulares e públicos filantrópicos do Estado.
Outra reclamação dos hospitais era em relação ao preço abusivo do kit intubação. De acordo com o senador, alguns medicamentos que custavam R$ 2,80 antes da pandemia, em alguns lugares estava sendo vendidos a R$ 38 reais. Na sequência da conversa em Brasília com o Ministério da Saúde, foi realizada uma reunião com os laboratórios e comprado diretamente 1,2 milhão de frascos dos medicamentos.
Já foram destinados 208 mil frascos, onde Passo Fundo já recebeu 14.245 frascos de medicamento, entre os dois hospitais. Esses recursos que custavam em média 25 reais cada, foram comprados por cerca de 3 reais. De acordo com Heinze, são várias ações conjuntas que buscam atender a população gaúcha no âmbito da saúde.
O senador finaliza dizendo que vai cobrar do Governo Federal que essa compra de insumos seja permanente, enquanto durar a pandemia.