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Matar um leão por dia é fácil. Difícil é desviar das antas!

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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As pessoas se diferem umas das outras quando aprendem a desviar das antas que encontram pelo caminho. Quando deixam de dar ouvidos àqueles que dedicam suas vidas a “desconstruírem” o que cultuamos dentro…

Não acredito em quem tenha tido uma vida fácil nesse mundo. Quem busca a facilidade sempre acaba se tornando avarento e inescrupuloso. Até as princesas, rainhas e reis que já passaram por aqui, e que tiveram suas histórias retratadas, pelo que sabemos, mesmo abastados e endinheirados, sofriam e sofreram as consequências de suas crenças arrogantes.

Movidos pela podridão dos casamentos arranjados em acordos convenientes, viviam escravos do dinheiro, da pompa e do luxo, totalmente desvinculados do verdadeiro amor que Jesus veio nos ensinar.

Muitos morreram ignorando essa verdade ensinada pelo Messias e se revelaram incapazes em assimilar o real propósito da vida.

A grande maioria de nós encaram realidades sofridas diariamente.

Acordamos cedo, saímos para o trabalho, que para muitos é penoso e desinteressante. Passamos horas nos queixando da vida e desconhecemos o motivo pelo qual vivemos uma vida de infortúnios.

Cruzam pelo nosso caminho pessoas ignorantes, descrentes, maldosas, que costumamos chamar, de acordo com a crença popular de “ANTAS”.
Poderiam ser a antas paraliticas! porque as ANTAS são animais divinos e sagrados, cultuados pelos nossos antepassados pelo serviço divino que prestavam.

Há muitos anos atrás ser chamado de “anta” era um elogio para os nativos brasileiros, isso claro, antes da colonização que sofreram.

As antas são animais muito inteligentes e são os jardineiros das florestas, dispersam as sementes de forma magnifica ajudando na biodiversidade, abriram trilhas e caminhos que ajudaram muitos nativos a construírem as primeiras estradas que temos até hoje e abriram caminho para que eles pudessem acessar lugares que sem a ajuda delas, seriam impossíveis de chegar sem máquinas e ferramentas, que não existiam na época.

Mas com a colonização, aconteceram injustiças não só com as antas, mas com todo o resto.

Conhecendo a real história das antas, entendemos o motivo de chamar as pessoas que nada faziam de bom, que desmereciam o trabalho alheio, e apenas reclamavam, de “antas paralíticas”.

Muitas “antas paralíticas” nos rodeiam constantemente, elas esbravejam e disparam despautérios por aí, sem precisarem caminhar um só passo, de frente a um computador destilam seus venenos mortais, ironizam, maldizem, espalham Fake News e tramam maldades contra os seus semelhantes.

E aqueles que acordam cedo, que travam batalhas emocionais e sofrem com as poucas oportunidades que a vida oferece, sabem que é mais fácil matar um leão por dia, do que desviar dessas antas imóveis que, impossibilitadas de “andar”, por conta da sua própria falta de vontade de se por em ação, empacam no meio do nosso caminho, e dificultam o caminhar daqueles que estão dispostos a agir.

As pessoas se diferem umas das outras quando aprendem a desviar das antas que encontram pelo caminho. Quando deixam de dar ouvidos àqueles que dedicam suas vidas a “desconstruírem” o que cultuamos dentro.

Desviem deles meus amigos!

Sejamos antas sim, “antas peregrinas”!

Antas que saem caminhando pela vida abrindo trilhas que mostram o caminho para o bem. Que semeiam sementes em solos férteis, que agem de maneira inteligente, mas que sobretudo, utilizam dessa inteligência para prover o bem de todos!

*Iara Fonseca

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