Estado segue em alerta máximo por pelo menos mais duas semanas
O Rio Grande do Sul segue em alerta máximo por pelo menos mais duas semanas. Diante dos níveis críticos de ocupação de leitos e velocidade de propagação do coronavírus, o governador Eduardo Leite anunciou que todas as regiões serão mantidas em bandeira preta e sem gestão compartilhada até dia 21.
No entanto, a suspensão geral de atividades não essenciais, entre 20h e 5h, ficará vigente até 31 de março para reduzir a circulação de pessoas e, com isso, a circulação do vírus.
“Estamos numa situação muito crítica e que piora a cada dia. Em cada um dos picos de julho e novembro, chegamos a 2,6 mil pacientes internados em leitos clínicos e de UTI. Agora, temos mais de 7,2 mil pessoas hospitalizadas por Covid-19”, comparou o governador.
A alta taxa de internações é agravada pela velocidade cinco vezes superior na variação diária de hospitalizações: se antes cerca de 60 leitos eram ocupados por dia, agora, são, em média, 350 pacientes a mais diariamente.
Leite descartou, no entanto adotar lockdown clássico (fechar tudo e proibir circulação). No entanto, o Estado medidas adotadas por prefeitos para restringir ainda mais a circulação.
Com base nos dados e no diálogo com prefeitos representantes das 27 associações regionais de municípios e a diretoria da Famurs, o Gabinete de Crise decidiu dar uma previsibilidade para a retomada da cogestão e, consequentemente, para que setores sob maior restrição agora possam voltar a operar, o que indica que a cogestão pode ser retomada a partir do dia 22 de março.
Auxílio aos empreendedores
Ao responder empresários que pediram ao governo mais prazo para pagamento do ICMS, o governador determinou à Secretaria da Fazenda (Sefaz) para analisar as possibilidades que o Estado tem para apoiar os empreendedores mas impactados pelas restrições, principalmente quanto às obrigações tributárias.
Tudo aquilo que pudermos fazer na direção de apoiar, de reduzir impacto ou de dar fôlego para quem empreende, em relação à estrutura demandada, está sendo estudado”, afirmou o governador.
Gastos
O governador informou ainda que o Estado gastou R$ 12 milhões em recursos próprios para custear leitos de UTI, que não foram habilitados em tempo hábil pelo Ministério da Saúde e indicou que para conferir a aplicação de recursos para a saúde basta acessar o portal do governo do Estado.
Os gastos na função saúde aumentaram em R$ 1,1 bilhão em 2020, comparado a 2019, com recursos próprios e do governo federal.
DESTAQUES DA 44ª RODADA:
- Número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 9% entre as duas últimas semanas (de 2.589 para 2.818);
- Número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou expressivamente em 45% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.527 para 2.220);
- Número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 58% entre as duas últimas quintas-feiras (de 2.667 para 4.204);
- Número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 50% entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.343 para 2.015);
- Número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu expressivamente em 111% entre as duas últimas quintas-feiras (de 229 para um déficit agregado no Estado de 25 leitos de UTI);
- Número de casos ativos aumentou 54% entre as últimas semanas consideradas (de 24.297 para 37.456);
- Número de registros de óbito por Covid-19 aumentou expressivamente em 61% entre as duas últimas quintas-feiras (de 541 para 872).