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Economia

Recuperação do mercado de automóveis mais rápida que o esperado fez faltar peças para produção

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Recuperação do mercado de automóveis mais rápida que o esperado fez faltar peças para produção
Recuperação do mercado de automóveis mais rápida que o esperado fez faltar peças para produção

A General Motors (GM) irá paralisar temporariamente a produção na planta de Gravataí, na Região metropolitana de Porto Alegre, entre abril e julho. O motivo, segundo a montadora, é a falta de suprimentos automotivos em toda a América do Sul devido a pandemia.

A produção nesta unidade ficará interrompida nos meses de abril e maio, podendo ter efeitos ainda em junho, e retornando ao volume de produção regular em julho.

Embora a empresa não se refira a nenhum componente específico, os trabalhadores mencionam a falta de insumos eletrônicos. Conforme a empresa, apesar da crise causada pelo coronavírus, a recuperação do mercado foi mais rápida do que o esperado e influenciou na falta de produtos.

Conforme o representante regional da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave-RS), Renato Belotti a falta de auto peças pode atingir outras montadoras também e fazer com que parem a produção.

Belotti contou que conversou com empresas de outros setores e que também já registram falta de matéria-prima e podem paralisar atividades. Setores da construção civil e alimentício vem registrando baixas durante a pandemia.

De acordo com o representante, com a situação atual da pandemia no Brasil, podemos ter agravada a realidade, não só nas montadoras, mas em outros setores também. Belotti explica que os fornecedores de auto peças estão divididos em vários estados do país e cada estado tem uma maneira de enfrentar a pandemia. Isso, portanto, influencia no abastecimento das indústrias.

Além disso, uma linha de montagem de veículos utiliza entre oito e 15 mil itens de peças para montar um automóvel. Com isso, faltando um item, a produção é paralisada. Em relação ao impacto dessa medida tomada pela GM, Belotti acredita que não será tão grave. Ele lembrou que durante o mês de março a montadora concedeu férias coletivas aos funcionários e depois vai utilizar de ferramentas para evitar demissões.

De acordo com o representante, os mais prejudicados são os consumidores e os concessionários, pois em alguns casos a entrega de veículos 0km está demorando entre 90 e 120 dias e alguns modelos estão em falta.