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Saúde

Médica intensivista do HSVP relata falta de especialistas para atuar em UTI’s

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Médica intensivista do HSVP relata falta de especialistas para atuar em UTI's
Médica intensivista do HSVP relata falta de especialistas para atuar em UTI's

Os casos de coronavírus seguem aumentando em Passo Fundo. Com isso, as internações também seguem altas e os hospitais da cidade se desdobram para conseguir atender a todos. Conforme a médica intensivista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Sabrina Frigueto Henrich, o aumento recente de casos não é diferente do que já foi enfrentado durante a pandemia. Portanto, os hospitais estão passando por uma crise de casos, como meses atrás.

Sabrina lembra que cerca de dois meses atrás o HSVP passava pela mesma situação, com leitos lotados e grande procura por atendimento.  O que se tem notado, conforme a médica, é uma preocupação de colapso no sistema de saúde de Passo Fundo. Como os casos estão subindo muito rápido, outros procedimentos podem ser suspensos nos próximos dias para ampliar o atendimento da covid-19.

A médica relatou que ainda não tem como afirmar se o aumento de casos está relacionado a novas cepas do vírus ou não. O que nota-se é que as pessoas cansaram da pandemia e estão se cuidando menos. Entretanto a pandemia não cansou das pessoas.

De acordo com Sabrina, o perfil dos internados é relacionado basicamente a pacientes com comorbidades, principalmente com diabetes. Alguns infectados relatam que fizeram uma janta, uma festinha entre familiares ou saíram com amigos e depois iniciaram os sintomas. A médica relata que é nesses momentos que a contaminação acontece e reforça o pedido para que as pessoas sigam os cuidados.

Outro problema que o aumento das contaminações causa é a alta demanda por medicamentos, fazendo com que alguns fiquem escassos ou demorem para chegar aos hospitais. Desse modo, cirurgias e outros procedimentos precisam ser adiados ou cancelados.

De acordo com Sabrina, o principal desafio no enfrentamento da pandemia segue sendo a falta de profissionais. Conforme a especialista existem poucos médicos com formação intensivista e os que trabalham na área estão esgotados.