Frio extremo nos EUA causou aumento da gasolina no Brasil e vai puxar inflação, avalia economista
A Petrobrás anunciou nova alta no preço da gasolina e do diesel. Esta alta é nas refinarias e ainda não se sabe quanto vai impactar nos combustíveis nos postos. Em paralelo a isso vem também o aumento no preço do gás, do frete e outros itens. A Luz também registrará aumento devido a bandeira defasada pela pandemia e que agora será cobrada, a projeção para a luz é de 12% de aumento no Estado.
Sobre o preço dos combustíveis, há informações de que o frio extremo dos EUA tem impacto no preço mundial do petróleo. O economista e professor de economia, Julcemar Zilli, explicou porque temos esses aumentos frequentes no preço da gasolina.
Segundo o economista até 2017 os preços eram administrados pelo Governo, então quando amentava o preço do barril do petróleo, por exemplo, não, necessariamente, era repassado o aumento do custo para o preço da gasolina. Isso fazia com que boa parte do custo era absorvido pela Petrobras.
Em 2017, a empresa mudou a política da formação de preços da gasolina retirou o preço administrado pelo governo, logo, o preço da gasolina segue muito perto o comportamento do barril do petróleo. Então quando o barril aumenta, automaticamente, o governo repassa para o preço da gasolina. Zilli explica que da mesma forma acontece quando o preço do barril de petróleo cai.
O economista explica que o frio extremo dos Estados Unidos influencia no preço no petróleo aqui no Brasil. Os Estados Unidos é um grande consumidor de combustível e, principalmente, no inverno para manter o aquecimento das casas, os norte-americanos acabam consumindo mais combustível, isso diminui a oferta mundial e aumenta os preços do barril do petróleo.
Em novembro, por exemplo, o preço do barril estava em torno de 35 dólares e em três meses o preço quase dobrou, hoje o valor está em 63 dólares. Isso explica o comportamento de elevação do preço do petróleo e o repasse para o preço da gasolina aqui no Brasil.
O primeiro impacto é do aumento do custo da distribuição dos produtos, o que influência no aumenta do frete, e por sua vez, aumenta os produtos transportados. É uma cadeia, explica o economista, o combustível aumenta, o frete aumenta, o produto para o empresário aumenta e consequentemente o aumento é repassado para o consumidor final.
Em três meses o aumento do combustível já será visto no valor dos produtos, avalia o economista.
Ouça a entrevista com o economista e professor de economia, Julcemar Zilli: