Região de Passo Fundo foi prejudicada pela estiagem, afirma cerealista
Em um ano marcado por estiagem e pela pandemia do coronavírus, as exportações do agronegócio gaúcho totalizaram US$ 10,1 bilhões em 2020, uma queda de 16,1% em valor na comparação com o ano anterior. A principal responsável pela redução nas vendas do segmento, em termos absolutos, foi o complexo soja, seguido do setor de produtos florestais e fumo.
No total, a queda no comércio foi de US$ 1,9 bilhão no período. Em termos absolutos, as vendas externas do agronegócio gaúcho somaram o menor valor desde 2010. Conforme o boletim, as exportações do complexo soja apresentaram queda em função da estiagem e da quebra na produção, estimada em 38,9%, segundo o IBGE.
Preços agropecuários elevados, incertezas em relação às compras de soja brasileira pela China e às condições climáticas no Rio Grande do Sul são algumas das perspectivas apontadas para o agronegócio gaúcho em 2021 no boletim. De acordo com o cerealista Emeri Tonial, a região de Passo Fundo foi prejudicada com a seca. Assim como em todo Estado, o clima prejudicou os trabalhos e os resultados do plantio de grãos.
Emeri complementa que o trigo gaúcho foi de muito boa qualidade no ano passado. Segundo o cerealista, a preocupação é em relação às chuvas. Disse que nos últimos dias não temos registrados grandes chuvas, somente pancadas. Até terça-feira que vem a previsão é que essa previsão permaneça e depois não há mais grandes volumes de chuva previstos. Emeri frisou que a relação com tempo é um grande desafio para o agronegócio.