Skip to content

PASSO FUNDO REGISTRA AUMENTO DE CRIANÇAS PEDINDO ESMOLA NAS RUAS E ORIENTAÇÃO É EVITAR AS DOAÇÕES

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
Imagem não disponível

Na manhã de ontem (28) a Uirapuru recebeu diversas mensagens de ouvintes chamando a atenção para o crescente número de crianças pedindo esmolas nos carros em meio ao trânsito na cidade, principalmente no centro. A prática não era vista há meses, mas voltou a acontecer. Conforme o secretário de Cidadania e Assistência Social (Semcas), Saul Spinelli, a pasta tem conhecimento do problema através da equipe de abordagem que funciona 24h. A equipe identificou o aumento do número de crianças em situação de rua na cidade. De acordo com Spinelli, as abordagens serão reforçadas para identificar de ontem vieram essas crianças e onde estão seus responsáveis. O secretário pede ajuda para a população que denuncie sempre que ver menores de idade nesta situação para facilitar o trabalho da Semcas e do Conselho Tutelar, através do 3312-3070. Conforme o secretário, na maioria das vezes são os próprios responsáveis que colocam a criança para pedir esmola. Spinelli lamenta a situação e diz que muitos pedem dinheiro para drogadição dos pais e não para alimentação. Alguns casos são de venezuelanos e indígenas que colocam as crianças nas ruas para pedir dinheiro. A Semcas presta atendimento à essas pessoas também e encaminha para os serviços sociais do município. O secretário reforça o pedido para que as pessoas não forneçam esmola, pois esse dinheiro não ajuda em nada na situação da criança. Primeiro porque normalmente tem um adulto por trás e segundo porque estimula a criança a ficar pedindo ao invés de aceitar ajuda da Prefeitura. Conforme o secretário da Semcas, são diversas entidades em Passo Fundo que oferecem oficinas como artesanato, esporte, entre outros. Nesses locais, as crianças em vulnerabilidade recebem educação e alimentação para tirá-los das ruas. Outro fator que pode ter contribuído para o aumento de crianças nas ruas são as escolas fechadas. Por conta da pandemia, as aulas não estão acontecendo, contribuindo para que esses menores vulneráveis busquem saída na rua.

Notícias Relacionadas