Polêmica do hino: confira o que pensam representante do Movimento Negro de Passo Fundo e o MTG
O Hino rio-grandense está no centro de uma polêmica recente. Políticos da bancada negra se recusaram e ficar em posição de sentido quando o hino foi tocado recentemente em Porto Alegre. O referido trecho diz que “povo que não tem virtude, acaba por ser escravo”.
A Rádio Uirapuru conversou na tarde desta segunda-feira (04) com o representante do Movimento Negro de Passo Fundo, Ipácio Carolino e com a presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Gilda Galeazzi. Ambos relataram o ponto de vista sobre o assunto.
“Mexer no passado é o caminho para construir um novo futuro”, diz representante do Movimento Negro de Passo Fundo
Para o representante do Movimento Negro de Passo Fundo, o vereador Matheus Gomes (PSOL) representou a comunidade negra e se posicionou bem. Conforme ele o Hino rio-grandense, na estrofe citada tem cunho racista.
Ipácio ressalta que é preciso fazer uma revisão histórica, pois o tempo passa, o mundo se movimento e a história acontece, com isso as perceptivas mudam. Corrigir erros é digno.
“Mexer no passado é o caminho para o futuro”, afirma o representante.
De acordo com ele o passado não será mudado, mas todos podem construir um novo capítulo. Repetir os discursos e práticas só perpetuará o preconceito.
Ouça a entrevista com o representante do Movimento Negro de Passo Fundo, Ipácio Carolino:
“Respeitamos todas as raças e etnias que fazem parte da história do Rio Grande do Sul”, diz presidente do MTG
A presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Gilda Galeazzi, disse que o movimento publicou uma nota de repúdio sobre as colocações de que o Hino rio-grandense possui conotação racista.
Conforme a nota, o MTG entende que a parte da letra, de que “povo que não tem virtude, acaba por ser escravo” diz respeito à uma submissão da então Província de São Pedro ao Império, no período da Revolução Farroupilha. E nada tem de discriminatória.
Gilda ressalta que enquanto a comunidade negra, na qual integrantes do próprio movimento se inserem, se prende a este tipo de polêmica, perde um precioso tempo de ser protagonista de uma nova história que cabe aos próprios negros e brancos escreverem.
Gilda ressalta que o MTG é antirracista, pois tem respeito com todas as raças e etnias que fazem parte da história do Rio Grande do Sul.
Ouça a entrevista com a presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Gilda Galeazzi: