Inflação que gere o aluguel é a maior dos últimos anos e analista recomenda bom senso na hora de reajustar valores
A Uirapuru vem noticiando a alta do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, há meses. Agora o ano encerra com o indicador em uma elevação acumulada que supera todos os índices desde 2002.
O índice gere os reajustes nos contratos de aluguéis e vai trazer um impacto muito forte em quem não possui a casa própria. O IGP-M terminou o ano com avanço acumulado de 23,14%. O índice desacelerou a alta a 0,96% em dezembro, depois de subir 3,28% no mês anterior.
A inflação oficial do Brasil ficou abaixo dos 5%, mas então o que explica o IGP-M tão elevado? De acordo com a Analista Administrativa da Premium Administradora de Condomínios, Jaqueline Pieri, a explicação está na elevação de outros índices.
O IGP-M representa uma média de três indicadores: o Índice de Preço ao Produtor Amplo (IPA-M), o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Cada um desses indicadores tem um peso para o cálculo do aluguel.
Isso explica o aumento de 23,14%, a soma de todos esses fatores e o aumento constante dos preços. Conforme Jaqueline, o momento é de locatários e inquilinos, sentar e conversar. O impacto do acumulado no ano foi grande nos contratos de locação, mas é necessário o bom senso.
Todos estão passando por dificuldades neste ano de 2020 e portanto é preciso fazer uma avaliação. É mais importante manter o inquilino no imóvel ou propor um reajuste fora da realidade e perder o morador?
A analista relatou que vem mediando muitos contratos de locação para ficar bom para ambos os lados. O ano foi de diversas revisões nos contratos.