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Geral

Para ouvintes do Sem Segredo, responsabilidade pela segurança nos cemitérios é do poder público

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A violação de túmulos e vandalismo em cemitérios, como o da Petrópolis e da Vera Cruz, têm sido constante nas últimas semanas em Passo Fundo.

 

Em contato com a Rádio Uirapuru, vários ouvintes notificaram esta situação lamentável na cidade, através de fotos com diversos túmulos abertos e restos mortais expostos ao tempo e avistamento público.

 

Por isso o Sem Segredo desta semana perguntou de quem é a responsabilidade pela segurança, a quem cabe a indenização aos familiares, e se os ouvintes já tiveram o túmulo de algum ente querido violado em cemitérios de Passo Fundo.

 

A maioria dos ouvintes afirmou que não teve o túmulo de algum ente querido violado, mas acredita que a responsabilidade de guarnecer os cemitérios municipais é do poder público. Alguns dos ouvintes ainda sugeriram a criação de uma taxa destinada para a manutenção de cemitérios e pediram vigilantes 24 horas naqueles locais.

 

O vereador licenciado, Patric Cavalcanti, contou que os vândalos buscam nos cemitérios letreiros, fotos, placas de bronze, joias e até puxadores de gavetas. Acompanhando o tema como vereador, Cavalcanti descobriu que eles atacam túmulos, principalmente, de pessoas falecidas há muitos anos, devido ao fato de que antigamente era normal ser enterrado com joias e dentes de ouro.

 

Ele afirmou que os bandidos quebram os túmulos e remexem restos mortais a procura destes objetos, que podem, posteriormente, ser vendidos em pontos de drogas ou ferros-velhos. Declarou que os furtos se dão, na grande maioria, em pequeno porte, mas que o prejuízo emocional de familiares é enorme.

 

O Secretário Municipal de Transportes e Serviços Gerais, Cristian Thans, disse que este assunto vem trazendo enorme desgaste e atenção, principalmente, por ser uma situação que mexe com o sentimento das pessoas. Thans afirmou que essa é uma situação que também ocorre em municípios da região. De acordo com ele, a onda de ataques em Passo Fundo iniciou no cemitério da Vera Cruz, que tem vigilância, mas, por ser muito grande, não conseguiu conter os furtos, seguindo assim para outros cemitérios.

 

O secretário afirmou que atualmente o município gasta cerca de 700 mil reais por ano apenas em vigilância noturna armada, e, mesmo assim, os crimes ocorrem. Segundo Thans, dos oito cemitérios municipais, apenas dois ainda não tem vigilância em função do alto custo, mas todos eles têm funcionários durante o dia, que deixam os cemitérios movimentados.

 

Para ele, o maior problema está durante a noite, quanto o movimento é menor, por isso considera que um plano de investimento e recuperação de cemitérios deve ser feito.