Homem que esfaqueou Bolsonaro está preso e quadro de saúde do candidato é estável
Durante ato de campanha nesta quinta-feira (6) em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, o candidato à presidência, Jair Bolsonaro, sofreu uma facada de um homem que acompanhava a carreata. Logo após o fato, a agenda do presidenciável foi cancelada e ele foi encaminhado para a Santa Casa de Juiz de Fora, posteriormente sendo transferido ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Por meio do Twitter, o filho de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro, afirmou que o ferimento foi superficial e que o candidato passa bem. A assessoria da Santa Casa informou que o presidenciável foi levado para o centro cirúrgico e que o quadro de saúde dele é estável.
Segundo a Polícia Federal, que faz a segurança do candidato ao Planalto, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, natural de Montes Belos, Minas Gerais, confessou o crime e foi preso. A corporação vai instaurar um inquérito para apurar o caso.
Bolsonaro era carregado por apoiadores em campanha pela cidade mineira quando foi atingido por um golpe de faca. Vídeos que circulam na internet mostram o momento exato em que o militar foi atingido.
Antes do ataque, tumultos, tensão e bate-boca marcaram a visita do presidenciável ao hospital filantrópico da Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer (ASCOMCER) e também um almoço com o candidato em um hotel em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Por meio das redes sociais, os presidenciáveis condenaram o ataque a Jair Bolsonaro
Candidatos à presidência da República comentaram o ataque nas redes sociais. Todos repudiaram a ação contra ele e disseram que os debates políticos não podem ser substituídos por violência.
O presidenciável Henrique Meirelles (MDB) disse que deseja pronta recuperação à Jair Bolsonaro e lamentou todo e qualquer tipo de violência. O candidato também afirmou, em nota, que o Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz e que é preciso ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros.
O concorrente ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, exigiu ações das autoridades na identificação dos responsáveis por essa “barbárie” e disse que repudia a violência como linguagem política. João Amoêdo, do Novo, afirmou que as divergências políticas não justificam o ocorrido e que “não é possível aceitar nenhum ato de violência”.
Álvaro Dias, do Podemos, fez crítica à Bolsonaro dizendo que é, por casos como esse, que a violência nunca deve ser estimulada. Candidato do PSDB, Geraldo Alckmin escreveu que “política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio”. O tucano comentou ainda que espera que a investigação “seja rápida, e a punição, exemplar”.
Candidato do PSOL, Guilherme Boulos reafirmou o discurso de repúdio a “toda e qualquer ação de ódio” e cobrou investigações sobre o caso. Marina Silva, da Rede, disse que configura um atentado contra a integridade física de Bolsonaro e contra a democracia.
O concorrente do PT, Fernando Haddad, afirmou ser contra o ato de violência e que deseja “pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”. O presidente Michel Temer também comentou, durante evento no Palácio do Planalto, que o episódio é lamentável.