Skip to content

Saúde

Estamos vivendo momento crítico com relação a recursos humanos e médicos, diz diretor do HC

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Estamos vivendo momento crítico com relação a recursos humanos e médicos, diz diretor do HC
Estamos vivendo momento crítico com relação a recursos humanos e médicos, diz diretor do HC

Os profissionais de saúde, que atuam em hospitais e em postos de atendimento, estão na linha de frente ao enfrentamento da pandemia do coronavírus. No entanto, muitos desses profissionais já enfrentam um esgotamento emocional e os hospitais já dificuldade com recursos humanos e médicos.

Em entrevista na Uirapuru o diretor do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, Dr. Juarez Dalvesco, destacou que em março a preocupação inicial foi em preparar o hospital para o pior e que contaram sempre com a colaboração de todos os recursos humanos da instituição. No entanto, o prolongamento da pandemia e a retomada dos serviços médicos fez com que os recursos humanos, e principalmente médicos ficassem mais restritos e escassos.

O diretor explicou que assistência aos pacientes com covid, principalmente os da UTI, requerem cuidados extremos e o grau de estresse dos profissionais é muito grande. Conforme Dalvesco, são diversos fatores que tornam o ambiente de trabalho pesado e tenso. Disse que o HC está preocupado com isso e por isso procuraram fazer turnos curtos de trabalho que não excedam seis horas, com exceção da noite que o plantão é de 12 horas.

Dalvesco explicou ainda, que no período da noite a direção está procurando criar um ambiente, onde os profissionais tenham possibilidade de repouso. Com isso, o diretor afirmou que o HC está vivendo hoje o momento mais crítico com relação aos recursos humanos e médicos.

O diretor ressaltou que a pandemia somente irá acabar no momento em que tivemos a vacina e a esperança é que isso aconteça 2021 e inicie com os profissionais de saúde. Iniciar a vacinação com os profissionais da saúde garante a presença deles na linha de fronte e dá a eles a tranquilidade de poder trabalhar sem correr o risco de se contaminar e se tornar paciente. Segundo o diretor, no Hospital de Clínicas, cerca de 220 funcionários tiveram que ser afastados em razão da doença e que desse total dois terços são da enfermagem.

Ouça a entrevista: