Sistema de inteligência da polícia é grande arma contra assaltos a bancos no RS
A ação de uma quadrilha fortemente armada na madrugada de terça-feira em Criciúma-SC, onde 30 bandidos assaltaram um Banco, já é apontada como a maior em aparato e violência daquele Estado. O grupo barrou a ação da polícia ao se dividir e atacar o quartel da polícia. Os bandidos usavam fuzis capazes de derrubar helicópteros e há relatos até de que estavam com uma bazuca.
Após mais de uma hora atirando contra a polícia e para todas as direções a fim de intimidar qualquer reação, os bandidos fugiram em um comboio com dez carros e levando grande quantidade de dinheiro. Os carros foram localizados, todos com placas de São Paulo. Barreiras foram montadas pela polícia até mesmo na divisa com o Rio Grande do Sul na tentativa de localizar os criminosos. A forma como os bandidos atacaram o banco é chamada de novo cangaço e já foi empregada varias vezes no Rio Grande do Sul.
O comandante do 3ºBPChoque de Passo Fundo, Major Rogério Navarro, que por diversas vezes comandou operações contra este tipo de ação no Estado, falou na Uirapuru sobre o caso.
Na avaliação do Major, faltou integração de informações entre todas as forças de segurança catarinenses para prever o crime. Explicou que, no Rio Grande do Sul, este índice foi praticamente zerado no último ano. Isso foi fruto do trabalho conjunto entre Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos.
Através dessa rede de informações monta-se um sistema de inteligência, onde não há vez para os bandidos. O major destacou que muitas vezes bandidos com conhecimento neste tipo de crime, do próprio Rio Grande do Sul, beneficiados com regime semiaberto, burlam a lei e ingressam novamente em quadrilhas de todo o Brasil, atacando pequenas cidades. É neste sentido que a integração das polícias é importante como prevenção.