Presidente do SINCOGÊNEROS afirma ser preciso mudar cultura do consumidor para o uso das sacolas ecológicas
A lei das sacolas ecológicas, que devem substituir as plásticas, ainda não é cumprida em passo fundo e o assunto foi tema de uma audiência pública nesta semana na câmara de vereadores. Um dos entraves, segundo os comerciantes, é o custo das sacolas ecológicas, que seria 30% superior às plásticas. O assunto será ainda discutido em nova audiência.
Em entrevista na Uirapuru o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Passo Fundo- SINCOGÊNEROS, Ivan Manfroi, explicou que os custos da sacola já foram maiores, mas ainda são altos e confirmou os 30% a mais do que o modelo normal.
Manfroi reconhece que é indiscutível o benefício ambiental e a troca deverá ocorrer em algum momento, porém agora é preciso achar uma alternativa prática para começar a cumprir a lei. Questionou a forma como as sacolas são dispensadas e coletadas pelo sistema público de reciclagem.
Para Manfroi, mesmo as sacolas ecológicas tendo um tempo de 1 ano para se decompor, a cultura da população vai continuar mantendo este material na natureza ou mal utilizado.Defendeu a mudança de hábitos, com o consumidor levando no carro, na bolsa ou onde for possível uma sacola ecológica para ir se acostumando com a nova forma de levar suas compras.