Dia de Finados: pandemia evidenciou a fragilidade da vida
O Dia de Finados, quando lembramos com carinho e respeito os nossos familiares que já morreram, movimenta os cemitérios da cidade.
Na tradição da Igreja Católica, 1º de novembro é comemorado o Dia de Todos os Santos, quando se reza por aqueles que morreram em estado de graça. O dia seguinte foi considerado o mais apropriado para fazer orações por todos os demais falecidos. É por isso que no dia 2 de novembro se celebra o Dia de Finados.
O ritual mais comum no Brasil é visitar os cemitérios, colocar velas, flores nos túmulos dos falecidos e fazer orações.
Em entrevista à Uirapuru, o padre Ari Antônio dos Reis, falou sobre as dimensões simbólicas que marcam a data. Conforme o padre, o Dia de Finados tem uma perspectiva humana e de fé.
Humana porque o ser humano sempre precisou enfrentar a realidade da morte, é algo que está no nosso caminho e isso mexe com o ser humano. Já a perspectiva da fé é trabalhada pelos cristãos como um passo para a vida eterna. A morte não é um murro insuperável.
A igreja lembra o Dia de Finados, no sentido de fazer memória das pessoas queridas que não estão mais fisicamente em meio, mas que estão presentes na história da família e dos amigos.
As velas que são acesas são para levar luz aos mortos e lembrar a vida eterna. A oferta das flores, representa o carinho e atenção para com a pessoa que partiu.
O padre falou ainda que a fragilidade da vida ficou ainda mais nítida perante a pandeia. E o papel fundamental das religiões é encontrar uma forma de dialogar com a morte.
Jesus aponta isso como o tempo de vida na terra e a continuidade da vida, ressuscitados na eternidade.
Ouça a entrevista com o padre Ari Antônio dos Reis: