Especialista defende auditoria das urnas eletrônicas antes de cada votação como medida de segurança
Os brasileiros há muitos anos estão usando um sistema único no mundo para computar os votos nas eleições: a urna eletrônica. Nos últimos dias novamente a segurança deste equipamento, contra fraudes, foi levantada. Houve inclusive uma acusação feita por um candidato de que eleições passadas tiveram seus resultados manipulados por uma fraude no sistema digital da urna.
Em entrevista na Uirapuru o professor do curso de Ciência da Computação da UPF e especialista, Adriano Canabarro Teixeira, explicou que o sistema possui pontos frágeis como qualquer um na informática. O equipamento é um computador comum, desenvolvido especialmente para isso.
O programa que roda a votação é feito no Brasil e chamado de software aberto, onde um especialista pode acompanhar as programações que ele possui, identificando se vai cumprir de forma isenta a sua função de registrar o voto.
Adriano explicou também que, na prática, ficou comprovado em uma feira americana que a urna pode ser invadida por hackers em pouco mais de uma hora, porém eles precisam ter acesso físico a cada um dos milhares de equipamentos, já que não estão ligados na internet. Hoje os dados, ao final da votação, são coletados em uma mídia física e levados mediante um esquema especial para outro local onde são transmitidos.
Para uma fraude do tamanho de eleições nacionais precisaria haver uma ação muito grande e coordenada em vários locais, algo quase impossível de ocorrer. Destacou também que é possível aos partidos auditarem o programa da urna antes do início da votação. Isso é feito com a presença de um especialista que vai analisar os dados do programa e então constatar que está tudo da forma original proposta.
Para o professor, se auditada, a urna é um sistema que beneficia o pleito eleitoral.