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Tecnologia

EDITORIAL – Redes sociais: quando a alta tecnologia ameaça

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

“Homens e mulheres especializados e atuando como profissionais de ponta no setor da alta tecnologia digital estão denunciando/alertando: as redes sociais se tornaram uma grande ameaça e seu uso indiscriminado pode produzir impactos devastadores para a democracia e a humanidade.

Empresas gigantes da área como Twitter, Face book, Instagran, Google, Linkedin ficaram tão poderosas que além de tornarem seus donos bilionários agora são capazes de dominar nossas mentes pelo uso aleatório de seus serviços.

Quando falamos em “dominar as nossas mentes” não se trata apenas de uma força de expressão e, sim, de fato, de uma nova realidade que foi se impondo sorrateiramente nos últimos anos sem que nos déssemos conta disso.

Diante dos perigos iminentes denunciados o que nos deixa atônitos é o fato dos próprios especialistas que ajudaram a construir e aperfeiçoar essas plataformas (o que faz aumentar a credibilidade no que dizem) denunciarem que há desvio cruel ocorrendo.

O que, a princípio esse avanço tecnológico impar na história para ajudar, elevar o ser humano, facilitar seu trabalho, melhorar sua qualidade de vida se tornou ferramenta para dominá-lo, escravizá-lo.

Para avançarmos na questão podemos perguntar ao prezado leitor, algo bem singelo: quanto tempo de sua vida você investe por dia navegando nas redes sociais? E o quanto isso melhorou sua qualidade de vida?

Mais ainda: você vem acompanhando o drama de pais, avós e professores que, aflitos e impotentes, não conseguem fazer seus filhos, netos e alunos se desligarem dessas maquininhas como se hipnotizados estivessem?

Aqui emerge um dos graves problemas, entre os vários denunciados: a crescente dependência de todos dessas maquininhas praticamente os alienando do mundo real e os mergulhando em algo que apenas escraviza.

Chegou a hora de todos refletirem sobre o tema. Pensar principalmente quanto tempo os adultos, criança ou adolescente estão ficando diariamente nas redes sociais e o quanto de maleficio isso causa para todos.

Muitos já estão falando, criticando e denunciando.

O documentário “O dilema das redes sociais”, por exemplo, viralizou e nele especialistas denunciam o poder descomunal que elas possuem tornando os usuários um viciado que perde o senso crítico, que se torna um estúpido, um alienado e, mais do que isso, um produto de seus negócios publicitários.

Apenas duas indústrias chamam de “usuários” quem delas se utilizam: a da droga e a do software. Uma geração de jovens viciados nas redes sociais é monitorada dia e noite como se fosse enfeitiçada e se torna cobaia de uma tecnologia persuasiva e, ao mesmo tempo, produto para que ela – conhecendo os gostos e manias dessa geração – ganhe rios de dinheiro com anúncios.

Sem designe ético, como destacou um especialista da área, essa tecnologia quase mágica das empresas digitais vem dominando a mente de crescente número de pessoas e, de forma espantosa, vem alterando de maneira preocupante seu comportamento e sua percepção de mundo – especialmente da nova geração.

Estudos recentes da área médica americana confirmam que o uso indiscriminado e intenso das mídias sociais tem tornado pré-adolescente e adolescente mais frágeis, mais tolos, mais deprimidos, mais ansiosos e aumentado inclusive o número de internações hospitalares e de suicídios.

O contraditório desse salto tecnológico no campo das comunicações é que um efeito contrário é o que vivenciamos, ou seja, estamos implantando uma nova era da desinformação que afeta o futuro das sociedades democráticas. Eis algo que exige uma dedicada reflexão de todos os cidadãos de bem.

Apenas para lembrar: há também perplexidade pela mentira, pelo ódio, pelos ataques cibernéticos que ocorrem nas redes sociais e que já afetam a vida em sociedade em vários países.”